Darren Beattie pediu encontro com Kassio Nunes Marques durante visitante planejada ao Brasil
O assessor do governo de Donald Trump, Darren Beattie, solicitou uma reunião com o ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para discutir temas relacionados às eleições no Brasil.
Nunes Marques deverá presidir a Incisão eleitoral durante o pleito deste ano.
O pedido de encontro ocorreu no contexto da visitante que Beattie planejava fazer ao país na semana seguinte.
Visto foi cancelado pelo Itamaraty
A viagem do assessor acabou não acontecendo porque o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) cancelou o visto outorgado para sua ingressão no país.
Segundo o governo brasílio, a decisão foi tomada depois identificar preterição e falseamento de informações relevantes no pedido de visto apresentado em Washington, D.C..
Visitante a Bolsonaro também gerou controvérsia
Durante a preparação da viagem, Beattie chegou a obter autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está recluso em Brasília.
Posteriormente, porém, Moraes reconsiderou a decisão depois receber informações do Itamaraty.
Governo alertou sobre verosímil ingerência
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou ao STF que a visitante poderia ser interpretada porquê “indevida ingerência nos assuntos internos” do Brasil, principalmente por ocorrer em ano eleitoral.
Segundo o chanceler, o pedido de encontro com Bolsonaro não havia sido expedido previamente às autoridades brasileiras.
Agenda solene citava outro evento
De conciliação com o Itamaraty, o visto havia sido solicitado com base na informação de que Beattie participaria de uma conferência sobre minerais críticos e de reuniões com representantes do governo brasílio.
Entre os compromissos previstos estava o Fórum Brasil–EUA de Minerais Críticos, programado para ocorrer em São Paulo.
No entanto, autoridades brasileiras afirmaram que outros encontros planejados durante a viagem não haviam sido informados, incluindo a tentativa de visitante a Bolsonaro.
Governo cita base permitido para cancelamento
Em nota solene, o Itamaraty declarou que o cancelamento do visto ocorreu por desculpa da preterição de informações relevantes sobre o objetivo da viagem.
Segundo o ministério, essa situação constitui fundamento permitido suficiente para negar a ingressão no país, conforme previsto na legislação brasileira e em normas internacionais.
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