Pesquisa revela que 60% dos brasileiros evitam trespassar à noite por instabilidade e mulheres são as mais afetadas pela violência cotidiana
Por ContraFatos 03/08/2026 Atualizado em 03/08/2026
Estudo aponta que violência restringe circulação da população e impacta de forma desproporcional a rotina das mulheres
A instabilidade pública no Brasil transformou os hábitos cotidianos da população de maneira drástica. Um levantamento recente indica que 60% dos brasileiros deixaram de frequentar locais que gostariam por susto da violência, e 30% já desistiram de utilizar o transporte público pela mesma razão. Os números revelam um cenário em que o susto de trespassar à noite se tornou regra para a grande maioria.
Detalhes da pesquisa e metodologia
Os dados integram o estudo intitulado “Mulheres, polícia e facções – O que está no meio do debate sobre segurança pública?”, encomendado pelo Instituto Update e pelo Instituto Queimação Cruzado. A lanço quantitativa ficou a função do Teoria Instituto de Pesquisa, que realizou entrevistas telefônicas com 2 milénio pessoas em todas as regiões do país, entre 24 e 31 de março. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais. A divulgação ocorreu na sexta-feira, 31 de julho de 2026.
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Celular escondido e filhos impedidos de trespassar
O levantamento traz números que ilustram uma vez que a violência penetra na vida diária. Zero menos que 68% dos entrevistados afirmaram ter deixado de usar o celular na rua por receio de serem vítimas de crimes. Aliás, 41% declararam que não permitem mais que filhos, crianças e adolescentes saiam sozinhos.
Mulheres são as mais afetadas
A percepção de risco é ainda mais acentuada quando se observa o recorte de gênero. Segundo o estudo, 92% da população considera que as mulheres estão mais expostas à violência. Entre os riscos mais mencionados pelos entrevistados estão assédio, violência doméstica e abusos físicos e psicológicos.
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Estado de alerta permanente
O estudo também reúne duas pesquisas qualitativas conduzidas pela Estratégia Latina. Os relatos colhidos indicam que muitas mulheres vivem em um “estado de alerta permanente”, reorganizando a rotina inteira para tentar minimizar riscos.
“As participantes descrevem uma rotina em que é preciso estar continuamente atenta a riscos de assalto, assédio e violência sexual, mobilizando uma série de micro estratégias de proteção — uma vez que esconder o celular em compartimentos repentista, compartilhar localização em aplicativos, vigiar prestadores de serviço dentro de vivenda ou organizar redes de ‘vigilância’ com vizinhas e amigas”, registra o documento.
Susto de sequestros afeta lazer e cuidados com os filhos
De congraçamento com as entrevistadas, a vigilância jacente não se limita ao deslocamento pelas ruas. Ela também interfere em momentos de lazer e nos cuidados com os filhos. O susto de sequestros foi citado mormente por mulheres de Manaus e Fortaleza uma vez que fator determinante para restringir atividades ao ar livre com crianças.
Contexto legislativo
No final de junho, o Senado aprovou o uso do spray de pimenta para resguardo pessoal de mulheres, medida que reflete a pressão crescente por respostas ao cenário de instabilidade que atinge o país.
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