Ministro do STF defende mecanismos de prevenção e correção quando relação com a sociedade é rompida
O ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) André Mendonça afirmou que a quebra de crédito entre agentes públicos e a sociedade deve ser enfrentada com mecanismos de prevenção e, quando necessário, de repressão. A enunciação foi feita na última quinta-feira (5), durante o fechamento de um congresso de Recta realizado em Frankfurt, na Alemanha.
Na ocasião, Mendonça destacou que a manutenção da crédito pública depende da conduta cotidiana de quem exerce funções no Estado.
“Acho que cabe a nós, no nosso dia a dia”, declarou o ministro, “não agirmos de forma a romper essa relação de crédito que a sociedade deposita em nós”.
Crédito nas instituições depende da atuação dos agentes
Durante a fala, Mendonça afirmou que a crédito da população se concentra principalmente nas pessoas que ocupam cargos públicos.
Segundo ele, a credibilidade das instituições está diretamente ligada ao comportamento dos agentes que atuam nelas.
“O povo confia nos agentes, e não nas instituições”, afirmou.
O ministro acrescentou que, quando essa relação de crédito é comprometida, é necessário acionar mecanismos institucionais para mourejar com o problema.
“Eu sou agente — um agente público, porquê muitos que estão cá também. E esse povo confia nos seus agentes, nas suas instituições”, disse. “E, quando essa relação de crédito é quebrada, ou diante da possibilidade de quebra, é preciso ter mecanismos de prevenção ou, se ela for quebrada, mecanismos de operação.”
Enunciação ocorre depois repercussão de mensagens envolvendo Moraes
No momento em que Mendonça fez a enunciação, já haviam sido divulgadas reportagens sobre mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Os conteúdos divulgados indicariam proximidade do empresário com parlamentares e também com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
As informações ganharam repercussão porque a esposa de Moraes firmou um contrato de R$ 129 milhões com o empresário ligado ao banco investigado.
Ministro afirma que fala não foi direcionada a ninguém
Posteriormente a repercussão da enunciação, Mendonça afirmou a interlocutores que suas palavras não foram dirigidas a nenhuma pessoa específica.
Segundo ele, o teor da fala faz secção de reflexões que costuma apresentar em aulas introdutórias sobre governança, ministradas em cursos de mestrado e doutorado.
O ministro explicou que a mensagem teve porquê objetivo primar a responsabilidade individual e institucional de quem exerce funções públicas.
Compliance do setor privado pode inspirar gestão pública
Durante o oração, Mendonça também mencionou que práticas adotadas no setor privado podem servir de referência para o funcionamento do setor público.
Entre os exemplos citados estão programas de compliance e mecanismos de proteção a acionistas e minoritários.
“Estão aí os programas de compliance, na prevenção; estão aí os mecanismos de proteção aos minoritários, de proteção aos acionistas”, afirmou. “E essa teoria é transportada para o recta público.”
Crédito é elemento medial no recta público
Para Mendonça, a crédito da população nos agentes públicos é o elemento fundamental do recta público.
Segundo ele, quando essa relação é rompida de forma repetida, o resultado pode ser um cenário de suspicácia generalizada e paralisação social.
“No recta público, o principal é o povo — cada um de nós enquanto povo —, que deposita crédito nos seus agentes”, afirmou.
O ministro alertou que a quebra recorrente dessa crédito pode gerar uma espécie de inação coletiva na sociedade.
Risco de deterioração do comportamento social
Ao final da fala, Mendonça afirmou que a deterioração da crédito pública pode levar a mudanças negativas no comportamento coletivo.
Segundo ele, quando irregularidades passam a ser percebidas porquê comuns, cresce a tendência de que as pessoas deixem de seguir regras.
“Se todo mundo faz incorrecto, o povo pergunta: ‘Por que eu vou fazer o notório?’ E aí se gera um problema de ação coletiva.”
O ministro concluiu afirmando que tanto agentes públicos quanto dirigentes de empresas privadas precisam preservar a crédito depositada por cidadãos e investidores.
“Penso que nós precisamos, ao mesmo tempo, nos preocupar com a relação de crédito que você, dirigente de uma empresa privada, recebe do seu acionista; e que nós, servidores públicos, recebemos da população. Nós precisamos nos preocupar também em não perder a perspectiva de que, se todos nós buscarmos fazer o notório, vai valer a pena.”
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André Mendonça,STF,Supremo
https://www.contrafatos.com.br/quebra-de-confianca-por-agentes-publicos-exige-repressao-afirma-andre-mendonca//Manancial/Créditos -> INFOMONEY








