Escola de samba estreia no Grupo Peculiar enquanto recebe verba federalista questionada por técnicos do TCU
A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida uma vez que Janja, participou na sexta-feira, 6, do tentativa técnico da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A presença ocorreu em meio a críticas ao uso de quantia público para financiar o desfile da escola, que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval de 2026.
Janja acompanhou o tentativa ao lado da ministra da Paridade Racial, Anielle Franco. Mesmo sob chuva potente, a primeira-dama permaneceu na pista, cantou, sambou e interagiu com integrantes da escola, sem conceder declarações à prelo.
Homenagem política em pleno uso de recursos federais
A Acadêmicos de Niterói fará sua estreia no Grupo Peculiar com o samba-enredo “Do cimo do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. O desfile aborda a puerícia do presidente, sua trajetória política e programas sociais associados aos governos petistas.
Apesar de Lula declarar que a apresentação seria uma homenagem à sua mãe, dona Lindu, o enredo traz o nome do presidente no título e o coloca uma vez que figura meão da narrativa, tornando a escola a primeira a homenagear um presidente em treino no Carnaval do Rio.
Embratur libera R$ 1 milhão para a escola
A participação de autoridades no tentativa ocorre em seguida a liberação de R$ 1 milhão em recursos públicos federais para a escola. O repasse foi autorizado em janeiro pela Embratur, atualmente presidida por Marcelo Freixo, indicado ao função por Lula em seu terceiro procuração.
O patrocínio reacendeu questionamentos sobre a utilização de verbas públicas para bancar um desfile com teor político explícito, mormente em ano pré-eleitoral.
Técnicos do TCU recomendam veto ao repasse
A espaço técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou o caso e recomendou o veto ao repasse. Para os auditores, o uso de recursos do tesouro nesse contexto viola princípios básicos da governo pública.
Segundo o parecer, o pagamento “fere os princípios da impessoalidade, da moralidade e da indisponibilidade do interesse público utilizar recursos do tesouro, em meandro de finalidade, para a promoção de autoridades ou servidores públicos”.
Risco de nulidade e ressarcimento aos cofres públicos
Os técnicos do TCU alertaram ainda que o repasse pode gerar consequências legais e administrativas. Entre elas, a nulidade totalidade ou parcial do contrato firmado, além da possibilidade de ressarcimento dos valores aos cofres públicos.
“Por termo, as alegações apresentam subida relevância, devido a provável direcionamento de recursos públicos para a prática de promoção pessoal de mando pública, agravado pelo trajo de que o homenageado deve concorrer à Presidência da República nos pleitos que ocorrerão no ano manante de 2026”, apontou o relatório técnico.
A cena de autoridades sambando na Sapucaí, enquanto quantia público financia um desfile com viés político, intensificou críticas sobre os limites entre cultura, propaganda e o uso de recursos do tributário.
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Janja,Lula,TCU
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