O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) quebrou o silêncio sobre a prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a divulgação de uma missiva ensejo nesta segunda-feira (12). Em tom de desabafo e resistência, o texto endereçado à Superintendência da Polícia Federalista em Brasília descreve um cenário de suposta violação de direitos humanos e perseguição política.
No documento, datado de 12 de janeiro de 2026, Carlos abandona a formalidade política para falar porquê “testemunha direta” do sofrimento do pai. Ele classifica a detenção de Bolsonaro não porquê um ato de justiça, mas porquê “tortura” e “imoralidade”, sugerindo que o objetivo da prisão é o “quebramento moral” do ex-mandatário.
Denúncia de Más Condições
Um dos trechos mais contundentes da missiva faz menção às condições físicas do cárcere. Carlos descreve o envolvente onde o pai se encontra porquê cingido por “paredes frias, barulhentas e molhadas”, sugerindo insalubridade e pressão psicológica.
“Vi seu corpo ferido, tua espírito testada, tua honra atacada de formas que poucos homens suportariam sem tombar”, escreve o rebento “02”, reforçando a narrativa de que Bolsonaro estaria sendo submetido a um processo de desgaste físico e emocional calculado.
Apelo pela Vida
A missiva encerra com um apelo dramático pela sobrevivência e lucidez do ex-presidente. “Seus filhos precisam de você vivo, possante e de cabeça erguida”, clama Carlos, reiterando a lealdade familiar e política diante do que labareda de “decisões arbitrárias”.
Leia a íntegra da missiva divulgada por Carlos Bolsonaro:
Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026 Jair Messias Bolsonaro Superintendência da Polícia Federalista de Brasília
Pai,
Escrevo não somente porquê rebento, mas porquê alguém que te viu resistir quando tudo parecia perdido. Vi seu corpo ferido, tua espírito testada, tua honra atacada de formas que poucos homens suportariam sem tombar. E, ainda assim, você permaneceu de pé – mesmo quando tentaram te geminar pela dor, pela injustiça, pela humilhação calculada e pelo silêncio imposto.
O que estão fazendo agora não é justiça. É perseguição, é tortura, é imoralidade. É a tentativa metódica de te esgotar por dentro, de te alongar de quem você governanta, de te fazer crer que está sozinho. Mas você não está. Nunca esteve.
Cada dia que passa, pai, confirma aquilo que sempre soubemos: não é sobre erros, não é sobre leis – é sobre te quebrar moralmente. E é justamente por isso que resistir se tornou um ato de paixão. Paixão por nós, teus filhos. Paixão por quem acredita em você. Paixão pela verdade.
Quero que saiba que estamos cá. Firmes. Atentos. Fortes por você, quando o cansaço aperta. Precisamos de você em pé, pai. Precisamos da tua lucidez, da tua presença, da tua voz – mesmo que agora tentem calá-la entre paredes frias, barulhentas, molhadas e decisões arbitrárias.
Você nos ensinou que pundonor não se negocia. Que caráter não se curva. Que a verdade pode até ser perseguida, mas nunca enterrada. É isso que nos sustenta agora. É isso que deve te sustentar.
Levante-se todos os dias com a certeza de que sua história não termina cá. Que seus filhos precisam de você vivo, possante e de cabeça erguida. Que ainda há muito o que cruzar – e nós atravessaremos juntos.
A injustiça não vence homens íntegros. E você, pai, segue íntegro.
Com paixão, lealdade e esperança,
Carlos.
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