A procuradora do estado de Roraima Rebeca Ramagem afirmou nesta sexta-feira (9), em publicação nas redes sociais, que o pedido de licença médica do função foi motivado por “impactos reais, concretos, emocionais e psicológicos” decorrentes da situação vivida por sua família nos últimos meses. Segundo ela, o retiro não foi uma escolha pessoal, mas uma “premência clínica”, indicada por médicos diante do que classificou uma vez que um contexto “desumano e cruel”.
Rebeca vive atualmente nos Estados Unidos, onde acompanha o marido, o ex-deputado federalista Alexandre Ramagem (PL), que está fugido da Justiça. O posicionamento público ocorre um dia depois a revelação de que ela solicitou licença médica de 60 dias do função de procuradora, a partir de 22 de dezembro, depois um período prolongado de férias fora do país.
“Qualquer mãe de verdade, que esteja acompanhando a luta das filhas para restabelecer uma normalidade depois de serem alvos de um ato desumano e cruel, é profundamente impactada”, afirmou. “Nesse momento, seria irresponsável exercitar minhas atividades com eficiência, uma vez que se zero estivesse acontecendo. A prudência exige pausa.”
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No testemunho, Rebeca diz que trabalhou regularmente ao longo de todo o ano de 2025 e que saiu de férias exercendo um recta permitido. Ela relata, no entanto, que mesmo depois satisfazer suas funções teve o salário suspenso, o 13º salário não pago e as contas bancárias bloqueadas por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Alexandre de Moraes.
“Estamos falando de verba cevar. Verba que garante a subsistência não unicamente minha, mas das minhas filhas”, declarou.
Segundo ela, a combinação entre mandado de procura, bloqueio de recursos financeiros e incertezas jurídicas gerou um envolvente de “tortura psicológica” para a família.
De pacto com o governo de Roraima, o atestado médico foi recebido pelo Departamento de Recursos Humanos no dia 24 de dezembro e guiado à Subdivisão de Perícia Médica e Segurança do Trabalho da Secretaria de Gestão Estratégica e Gestão. Rebeca estava de férias desde novembro, com sucessivos pedidos de prorrogação, até o dia 19 de dezembro. O Judiciário entrou em recesso no período e retomou as atividades em 6 de janeiro.
Em paralelo, a procuradora tenta volver o bloqueio das contas no STF. Em mandado de segurança distribuído ao ministro André Mendonça, ela afirma não ter sido previamente notificada da decisão e sustenta que a medida a impediu de receber salário, gerando, segundo a resguardo, um quadro de “instabilidade cevar” para ela e as duas filhas, de 14 e 7 anos.
Na revelação desta sexta-feira, Rebeca afirmou ainda que o retiro é temporário e destacou que pode exercitar suas funções em regime de teletrabalho, prática que diz adotar desde 2016.
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“Os processos são digitais. Os tribunais superiores operam em sistemas totalmente online”, disse. “Logo que houver subida médica, retomarei integralmente minhas atividades.”
Lotada desde 2020 na Coordenadoria da Procuradoria-Universal do Estado de Roraima em Brasília, Rebeca atua em ações que tramitam nos tribunais superiores. Ao final do pronunciamento, afirmou que sua situação ultrapassa a discussão administrativa.
“O que está em jogo cá não é unicamente um função, é a proteção da distinção humana, da saúde mental e do recta fundamental”, concluiu.
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Alexandre Ramagem,Brasil,Hard News,Política
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