Durante uma coletiva nesta semana, Jorginho Mello foi surpreendido ao ser informado por um repórter sobre a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que passou a restringir exclusivamente à Procuradoria-Universal da República a possibilidade de pedir impeachment de ministros do STF. A reação do governador foi imediata, dura e carregada de indignação.
Jorginho afirmou que ainda não havia lido a decisão, mas bastaram poucos segundos para que ele expressasse o que chamou de preocupação institucional. Disse que o país vive um momento “inimaginável” e que “o STF tomou conta do Brasil e do mundo”, em referência ao poder concentrado na Galanteio depois a mudança.
A pergunta que desencadeou a resposta foi feita por um jornalista sítio, nos instantes finais da entrevista, e rapidamente deslocou o foco da coletiva para o impacto político da decisão. Quando retomou a fala, Jorginho reforçou o tom crítico, afirmando ver um desequilíbrio entre os poderes. Ele também mencionou o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando a prisão do ex-presidente porquê “uma tragédia” e defendendo que “quem roubou o Brasil foi o presidente da República; Bolsonaro não roubou zero”.
A entrevista terminou com o governador visivelmente insatisfeito. Jorginho deixou simples que considera a decisão de Gilmar Mendes um movimento capaz de mudar a lógica institucional do país, limitando o papel do Senado e ampliando a força da Procuradoria-Universal da República nas discussões sobre eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo.
Sem esconder a tensão política do momento, o governador encerrou a coletiva afirmando que o Brasil vive “dias difíceis” e que decisões tomadas em Brasília afetam diretamente a vida dos catarinenses e de todo o país.
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