A transferência do ministro Luiz Fux da Primeira para a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federalista (STF), autorizada pelo presidente da Incisão, Edson Fachin, pode redesenhar a reciprocidade de forças nos dois colegiados da Incisão.
A mudança ocorre posteriormente a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e divergência ocasião por Fux em julgamento da trama golpista na Primeira Turma. O magistrado ficou solitário posteriormente votar pela indulto do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus.
Com a mudança, Fux fica agora lado a lado de mais dois ministros com posições que agradam a setores conservadores. Embora sejam de perfis distintos, os magistrados poderiam eventualmente formar um conjunto de maioria no colegiado.
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Um colega da novidade turma de Fux será André Mendonça, indicado pelo próprio Bolsonaro ao STF e apresentado ao país uma vez que um nome “terrivelmente evangélico”.
O magistrado vem divergindo da maioria em casos relacionados ao 8 de janeiro. Em abril, por exemplo, ele votou para perdoar 17 pessoas envolvidas nos ataques do 8 de janeiro, em julgamento de réus que atacaram as sedes dos Poderes.
Kassio Nunes Marques, também indicado por Bolsonaro e integrante da Segunda Turma, ficou ao lado de Mendonça no mesmo julgamento e também vem apresentando votos elogiados por bolsonaristas.
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Embora essas ações não sejam de responsabilidade da Segunda Turma, a afinidade pode ocorrer também no colegiado, segundo integrantes da Incisão.
Demais integrantes
A formação da Segunda Turma inclui ainda os ministros Gilmar Mendes, atual presidente do colegiado, e Dias Toffoli.
Gilmar e Fux têm um histórico de embates públicos e divergências profundas, principalmente em temas ligados à Lava-Jato e à atuação do Ministério Público. No entanto, em pautas econômicas e trabalhistas, uma vez que ações sobre vínculo empregatício, há tendência para alinhamentos pontuais.
Também há intervalo na relação entre Fux e Toffoli em alguns temas. Embora sejam amigos próximos, os dois costumam votar em sentidos opostos em processos ligados à Lava-Jato.
Até recentemente, Fachin era o relator da operação na Segunda Turma, onde frequentemente ficava vencido ao lado de Mendonça, que costumava votar favoravelmente à operação.
Com sua ida para a presidência e a legado de seu pilha por Barroso, essa relatoria pode ser redistribuída, tendo em vista que a maioria dos casos já começou a ser julgada no colegiado. O precedente da redistribuição já foi visto em outras ocasiões.
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A movimentação de Fux é interpretada uma vez que uma tentativa de evadir do isolamento que enfrentava na Primeira Turma, principalmente posteriormente seu voto pela indulto Bolsonaro.
A decisão gerou desconforto entre os colegas e acentuou tensões internas.
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