De vez em quando, a paixão pelo sege é tão grande que o possessor não consegue sequer permanecer longe do veículo.
Para não dormirem na garagem, entretanto, os milionários brasileiros têm uma opção cada vez mais comuns: elevadores que sobem com o sege até o apartamento.
A teoria já existia há qualquer tempo no Brasil, mas somente em um prédio. Agora, já são quatro edifícios do tipo disponíveis, com outros dois prédios em construção.
De pacto com o engenheiro social Alexandre Andrada, a teoria não é alguma coisa de outro mundo.
“Os projetistas seguem normas mais comuns na dimensão industrial. Esses elevadores automotivos são feitos com base em elevadores de trouxa convencionais”.
A questão, segundo o técnico, é o dispêndio da comodidade. Isso porque as plataformas costumam chegar aos 5 metros, ocupando bastante espaço no prédio. Aliás, é preciso substanciar o poço e a laje das habitações para mourejar com até 3.500 kg do veículo.
“Em alguns casos, a legislação do lugar também exige medidas específicas de combate ao incêndio e contenção de fumos, por exemplo”, acrescenta.
Tudo isso encarece bastante o elevador automotivo, que chega a custar R$ 8 milhões – ao passo que um elevador convencional do mesmo tamanho sairia 85% mais barato.
Obviamente, isso reflete no preço dos apartamentos, que sempre têm basta padrão construtivo e espaço farto. A reportagem encontrou habitações, em universal, custando murado de R$ 15 milénio por metro quadrilátero.
Uma unidade inacabada do prédio Quatro Ventos, em Novidade Lima (MG), por exemplo, custa R$ 12,9 milhões. Isso inclui 757 m², cinco quartos, dez banheiros e dez vagas na garagem.
O prédio ainda oferece um “beauty center” com piscinas, ateneu, salões de formosura e outras instalações dignas de hotéis requintados.
“Os clientes costumam ter carros altamente personalizados e desejados. Exibi-los no apartamento ajuda a criar a decoração e, evidente, impressionar as visitas”, explica um corretor desse tipo de moradia, que preferiu não se identificar.
A voga do elevador automotivo no Brasil começou em 2010, com o prédio Parc Zodíaco em Belo Horizonte (MG).
Mas demorou a pegar: o Sol Botânico – também de Novidade Lima – foi entregue em 2016. O vizinho Quatro Ventos é do ano pretérito, e ainda tem obras em curso.
O primeiro fora de Minas Gerais foi o Victorian Living Desire, de Goiânia (GO). Segundo sites especializados, uma das unidades do Victorian pertence a Gusttavo Lima, que também é divulgado pela paixão por carros.
Em breve, estreia o prédio EDGE, em Fortaleza (CE). A obra já está 35% concluída e que terá vista panorâmica para o mar.
Outra opção litorânea é a Senna Tower, em Balneário Camboriú (SC). O projeto foi anunciado há pouco e, quando executado, será o maior prédio residencial do mundo, com 550 metros e 157 andares.
https://www.aliadosbrasiloficial.com.br/noticia/carroes-na-sala-predios-com-elevador-para-veiculos-se-multiplicam-no-pais/Nascente/Créditos -> Aliados Brasil Solene









