A crise entre os Estados Unidos e o Brasil se intensificou nesta quinta-feira (11), depois o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarar que o governo do presidente Donald Trump vai “responder adequadamente” à pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado pelo Supremo Tribunal Federalista (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
“As perseguições políticas do violador de direitos humanos sancionado Alexandre de Moraes continuam, já que ele e outros membros do Supremo Tribunal Federalista decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro”, escreveu Rubio em publicação no X.
“Os Estados Unidos responderão adequadamente a essa caça às bruxas.”
A fala marca o posicionamento mais contundente até agora do governo norte-americano em pedestal direto a Bolsonaro, agora formalmente sentenciado pela Justiça brasileira. Ainda que Rubio não tenha detalhado as possíveis “respostas”, fontes ligadas à diplomacia indicam que o governo Trump já iniciou sanções políticas e comerciais contra o Brasil e autoridades específicas.
Sanções e medidas já adotadas
Desde o início da semana, o governo dos EUA adotou uma série de medidas de retaliação:
Suspensão de vistos diplomáticos de oito ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes;
Inclusão do ministro Moraes em sanções com base na Lei Magnitsky, que pune autoridades estrangeiras envolvidas em violações graves de direitos humanos;
Suspensão de vistos também para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski;
Emprego de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA, medida articulada com pedestal do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do influenciador Paulo Figueiredo.
Lei Magnitsky e a inclusão de Moraes
Alexandre de Moraes é o primeiro magistrado brasiliano formalmente sancionado sob a Global Magnitsky Act, legislação dos EUA que autoriza o frigoríficação de bens e a proibição de ingresso no país para estrangeiros acusados de abusos de direitos humanos ou depravação.
Segundo o Departamento de Estado, as decisões recentes do STF — que levaram à pena de Bolsonaro e de seus ex-auxiliares — configuram “ações autoritárias incompatíveis com os valores democráticos”.
Clima de tensão entre os governos
O governo brasiliano ainda não se pronunciou oficialmente sobre a escalada das sanções e declarações. Porém, interlocutores do Palácio do Planalto afirmam que o Itamaraty já prepara uma resposta formal, e que o presidente Lula foi informado diretamente das ações em curso.
Fontes do governo afirmam que o Brasil pode recorrer a fóruns multilaterais — uma vez que a ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA) — para denunciar a interferência norte-americana em assuntos internos do Judiciário.
Contexto da pena
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi sentenciado por tentativa de extermínio violenta do Estado Democrático de Recta, juntamente com militares e ex-ministros, em uma ação liderada pelo ministro Alexandre de Moraes. A sentença inclui ainda crimes uma vez que conspiração, associação criminosa e incitação à subversão das instituições.
A resguardo de Bolsonaro alega que o processo foi “parcial e politicamente motivado” — narrativa agora ecoada formalmente pelo governo Trump.
Possíveis desdobramentos
A crise pode afetar diretamente:
As relações comerciais bilaterais, mormente no agronegócio;
A cooperação jurídica internacional, inclusive em pedidos de extradição ou repatriação de envolvidos em crimes;
A posição do Brasil em fóruns internacionais, caso outros países aliados de Trump adotem postura semelhante.
A tensão marca um dos pontos mais críticos das relações Brasil-EUA em décadas e acende o alerta em outras democracias latino-americanas quanto à segurança das instituições diante da pressão internacional.
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