Em meio à instabilidade no Oriente Médio, onde nações uma vez que Israel exercem seu recta legítimo de resguardo contra ameaças existenciais, a comunidade internacional espera nitidez de seus membros. Países democráticos agem em coordenação para sofrear a proliferação do terrorismo e prometer a segurança regional — objetivos que refletem valores de sociedades livres no espectro da ordem internacional. Neste cenário, o silêncio estratégico do Brasil não se mostra uma vez que neutralidade, mas preterição perigosa que mina sua credibilidade uma vez que parceiro global.
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O governo brasiliano, ao abster-se de sentenciar não exclusivamente ações terroristas, mas também o vertiginoso progresso do programa nuclear iraniano — que viola múltiplas resoluções do Juízo de Segurança da ONU —, compromete sua retórica de resguardo da silêncio. A comunidade internacional reconhece que a desnuclearização do Irã não é uma questão política, mas imperativo de segurança coletiva. Ignorar nascente risco sistêmico, enquanto Israel e aliados lutam para sofrear ameaças imediatas, é falhar na compreensão das verdadeiras fontes de instabilidade regional e global.
O ataque a Israel
A insistência do Itamaraty em posicionar-se uma vez que “equidistante” entre aliados estratégicos do Poente e regimes que desafiam a ordem nuclear internacional revela um grave erro de conta ou uma forma de tomar posição de forma silenciosa. Enquanto potências uma vez que os EUA e Israel defendem valores compartilhados com o Brasil — uma vez que liberdade, segurança coletiva e reverência às instituições —, a reticência brasileira isola o país de parceiros naturais. Essa falsa neutralidade, além de fragilizar nossa inserção internacional, ignora que, em conflitos desta magnitude, não tomar partido pela ordem democrática é, implicitamente, enfraquecê-la.
Demais, as declarações do assessor internacional Celso Amorim sugerindo risco de uma “Terceira Guerra Mundial” são não exclusivamente desproporcionais, mas geopolítica e historicamente imprecisas. O verdadeiro transe sistêmico reside na proliferação nuclear por atores não responsáveis, não em conflitos convencionais. Enquanto o Irã avança em seu programa balístico e enriquece urânio em níveis incompatíveis com usos civis, especulações sobre guerras mundiais desviam a atenção da ameaço tangível: um arsenal nuclear nas mãos de um regime que financia grupos terroristas armados e nega o recta à existência de Estados vizinhos.
A obscenidade do Itamaraty
O Brasil possui tradição diplomática sobejo valiosa para desperdiçá-la em silêncios cúmplices ou alarmismos vazios. Nascente é o momento de reafirmar nosso alinhamento com parceiros que defendem a ordem democrática internacional, apoiando explicitamente a desnuclearização verificável e a urgência de ações militares contra o Irã uma vez que quesito para a segurança global. A credibilidade exige sentenciar tanto o terrorismo quanto os programas que ameaçam a não-proliferação, principal pilar da silêncio desde 1945. Neutralidade diante deste duplo repto não é opção — é resignação moral.
O caminho para a relevância global não passa pela neutralidade cúmplice ou ilusória, mas pela coragem de nomear ameaças e estar ao lado daqueles que garantem a segurança do sistema internacional. A credibilidade do Brasil exige nascente reposicionamento urgente.
Leia também: “O pacifista do terror”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 276 da Revista Oeste
Márcio Coimbra é CEO da Moradia Política e presidente-executivo do Instituto Monitor da Democracia. Mentor da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Observador político, rabino em ação política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-diretor da Apex-Brasil e do Senado Federalista
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