A crise fiscal que se aprofunda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a impactar diretamente setores estratégicos uma vez que aviação social, vontade elétrica e combustíveis. O bloqueio de R$ 31,3 bilhões em despesas anunciado no termo de maio já provoca paralisações em programas e iniciativas de autarquias reguladoras.
A Sucursal Pátrio de Aviação Social (Anac) divulgou, na sexta-feira (27), que foi uma das mais atingidas, sofrendo um bloqueio que compromete quase um quarto do orçamento originalmente confirmado para 2025. A autonomia, que havia solicitado R$ 172 milhões, recebeu unicamente R$ 120,7 milhões, valor que, depois os cortes, ficou ainda mais restrito. Segundo a própria filial, o montante atual é o menor dos últimos 12 anos, o que comprometerá atividades essenciais.
Com a limitação de recursos, a Anac já prevê a interrupção de exames teóricos para licença de licenças, suspensão de processos de certificação de empresas e tecnologias aeronáuticas, além de uma redução de até 60% nas inspeções de segurança em operadores aéreos e aeroportos. A parceria com a Instauração Getulio Vargas também será encerrada, o que afeta diretamente as provas de proficiência obrigatórias para profissionais do setor, uma vez que pilotos e comissários.
Na espaço de vontade elétrica, a situação não é dissemelhante. O diretor-geral da Sucursal Pátrio de Virilidade Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, classificou os cortes uma vez que os mais severos já sofridos pela instituição. Com orçamento reduzido de R$ 155 milhões para R$ 117 milhões — muito aquém dos R$ 240 milhões originalmente pleiteados —, a Aneel poderá funcionar somente até às 14h a partir de julho, caso não haja recomposição de verbas. Já houve demissões, suspensão de atividades de pesquisa e call center, e até fiscalização foi impactada. A Aneel comunicou oficialmente o Ministério de Minas e Virilidade sobre os riscos iminentes de colapso das atividades, solicitando a restituição de servidores cedidos ao órgão.
Já no setor de combustíveis, a ANP (Sucursal Pátrio do Petróleo, Gás Proveniente e Biocombustíveis) também se vê forçada a interromper atividades relevantes. A filial anunciou que, em julho, suspenderá o Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis devido à limitação orçamentária. Ou por outra, o levantamento semanal de preços será reduzido a partir da coleta feita entre 16 e 21 de junho, e haverá cortes nas despesas com passagens, diárias e ações de fiscalização. Atividades uma vez que reuniões da diretoria, audiências e seminários passarão a ser realizados exclusivamente online.
Segundo a ANP, a escassez de recursos já é uma verdade recorrente. Em valores corrigidos pela inflação, o orçamento para despesas discricionárias caiu de R$ 749 milhões em 2013 para unicamente R$ 134 milhões em 2024, o que representa uma redução de 82%. Para 2025, a filial previa R$ 140,6 milhões, mas o governo reduziu o valor autorizado para R$ 105,7 milhões. Em nota, a ANP alerta que essa subtracção afetará de maneira generalizada a atuação da instituição, obrigando-a a readequar ou suspender serviços.
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