Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federalista (STF) aprovou, por 8 votos a 3, uma novidade versão do Marco Social da Internet, alterando as regras de responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários.
O julgamento, que tramitava na Namoro há oito anos, encerrou-se nesta quinta-feira com o voto do ministro Kassio Nunes Marques, contrário à maioria. A Namoro declarou parcialmente inconstitucional o Cláusula 19 do Marco Social da Internet, que exigia decisão judicial para que redes sociais removessem conteúdos considerados ilegais.
O que muda com a novidade decisão do STF
Com a novidade versão, as plataformas digitais passam a ser responsabilizadas por conteúdos ilegais mal tomarem conhecimento deles — seja por denúncia de usuários ou por mecanismos automatizados de moderação — sem a premência de ordem judicial prévia.
A medida afeta diretamente empresas uma vez que Meta (Facebook, Instagram), Google (YouTube), TikTok, X (ex-Twitter), Discord e Kwai, que agora terão o responsabilidade legítimo de agir de forma mais proativa na remoção de conteúdos ilícitos.
Crimes pelos quais as plataformas poderão ser responsabilizadas:
Terrorismo
Atos antidemocráticos
Incitação ao suicídio e à automutilação
Crimes de ódio, uma vez que racismo, homofobia, transfobia e xenofobia
Violência contra a mulher
Sexualização e pornografia infantil
Tráfico de pessoas
A tese firmada pela maioria estabelece que a responsabilização das plataformas ocorrerá sempre que houver preterição diante de teor evidentemente criminoso, independentemente de uma ordem judicial.
Entenda a decisão
Segundo o jurista André Marsiglia, perito em liberdade de frase, a decisão equilibra o princípio da liberdade com o responsabilidade de proteção social. “O STF não eliminou a liberdade na internet, mas reconheceu que ela não pode ser usada uma vez que escudo para a propagação de crimes graves. O que muda é que as plataformas agora têm um responsabilidade de vigilância reforçado.”
Marsiglia alerta, no entanto, para os riscos de excessos na moderação. “O duelo será prometer que a remoção de conteúdos não se torne repreensão prévia. Será necessária uma regulamentação clara, transparente e com recta à oposição por secção dos usuários”, afirmou.
Votos divergentes e críticas
Os ministros que votaram contra a novidade versão foram Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux. Eles argumentaram que a medida pode gerar instabilidade jurídica, estimular a repreensão privada e transferir à iniciativa privada um papel que deveria ser da Justiça.
Entidades civis também expressaram preocupação com os impactos da decisão sobre a liberdade de frase, principalmente em temas políticos e sociais controversos.
Impacto repentino e próximos passos
A decisão tem efeito vinculante e deve servir de orientação para juízes de instâncias inferiores. Agora, as plataformas precisarão revisar suas políticas internas de moderação e substanciar seus sistemas de compliance e resposta a denúncias.
O Congresso Vernáculo poderá legislar para regulamentar os detalhes da novidade versão, inclusive estabelecendo prazos, critérios técnicos e garantias de resguardo para usuários atingidos.
Compartilhe nas redes sociais
https://partidobrasiloficial.com.br/2025/06/26/stf-decide-por-novas-regras-nas-redes-sociais-e-poe-em-risco-a-liberdade-de-expressao-no-pais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=stf-decide-por-novas-regras-nas-redes-sociais-e-poe-em-risco-a-liberdade-de-expressao-no-pais / Manadeira/Créditos -> Partido Brasil Solene









