Auditoria do BRB revelou que o Banco Master pagou R$ 33 milhões ao escritório de Dalide Corrêa, ex-diretora do IDP fundado por Gilmar Mendes
Por ContraFatos 17/09/2026 Atualizado em 17/09/2026
Auditoria interna do BRB revelou pagamentos milionários a escritórios de advocacia ligados a ministros do STF
Documentos de uma auditoria interna conduzida pelo BRB sobre a operação com o Banco Master revelam que a instituição financeira desembolsou R$ 33 milhões ao longo de 2024 em obséquio do escritório da advogada Dalide Corrêa. Ela é ex-diretora-geral do Instituto Brasiliense de Recta Público (IDP), entidade fundada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federalista (STF). Os registros foram encontrados pela Polícia Federalista.
Executivos mencionavam “ducto direto com o STF”
De consonância com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que teve chegada às informações, o nome de Dalide Corrêa aparece em comunicações internas de executivos do Master associada à frase “ducto direto com o STF”. Apesar da invenção dos documentos, a Polícia Federalista ainda não emitiu pensamento sobre a legitimidade do contrato firmado entre o banco e o escritório, tampouco realizou diligências específicas para apurar a efetiva prestação dos serviços contratados.
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Escritório da mulher de Alexandre de Moraes também recebeu pagamentos
A mesma auditoria interna aponta pagamentos de R$ 40 milhões em 2024 ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O valor talhado a esse escritório foi o maior registrado entre as despesas do tipo no período analisado.
Um trecho do documento encontrado pela PF detalha os montantes: “Do totalidade de R$ 215 milhões no FY24 [ano fiscal de 2024] (comparado com R$ 76 milhões em FY23), a maior secção refere-se a R$ 40 milhões destinados ao escritório Barci de Moraes, seguido de R$ 33 milhões pagos ao Alves Corrêa [da advogada Dalide Corrêa]. Consideramos importante compreender o nível habitual dessas despesas para julgar seu impacto no protótipo financeiro. Todavia, não recebemos da gestão uma definição sobre o patamar usual para esse tipo de gasto”.
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Dalide Corrêa nega atuação junto ao STF em nome do Master
Em nota encaminhada ao Estadão, Dalide rebateu as insinuações. Ela afirmou que “nunca atuou para o Master no Supremo Tribunal Federalista nem procurou ministros da Galanteio para tratar de assuntos relativos ao banco”.
A advogada explicou que “sua atuação restringiu-se a processos judiciais originalmente conduzidos em obséquio de empresas que venderam créditos ao Banco Master e que, posteriormente, foram sucedidas pelo banco nessas ações. Essa atuação ocorreu exclusivamente perante órgãos de primeira e segunda instâncias”.
Relação entre Dalide e Gilmar Mendes se encerrou em 2017
Segundo o jornal, Dalide Corrêa e Gilmar Mendes romperam relações em 2017, em seguida desentendimentos envolvendo a gestão do IDP. O ministro foi procurado pela reportagem do Estadão por meio da assessoria do STF, mas optou por não se manifestar sobre os documentos localizados pela Polícia Federalista.
A interlocutores, conforme relata a reportagem, Gilmar declarou que se distanciou da advogada depois que ela deixou o instituto e que não mantém relação de proximidade com ela
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