Perito mundial em negociação Yann Duzert criticou sessão do STF marcada por ofensas entre ministros e a chamou de show de horrores
Por ContraFatos 17/09/2026 Atualizado em 17/09/2026
Yann Duzert, referência internacional em solução de conflitos, criticou duramente a sessão extraordinária da Galanteio brasileira
A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federalista (STF), realizada na terça-feira, 15 de setembro de 2026, provocou possante reação de uma das maiores autoridades mundiais em negociação de conflitos. O franco-brasileiro Yann Duzert, de 54 anos, não escondeu sua indignação diante do que assistiu: trocas de ofensas entre ministros e a incapacidade de se chegar a um entendimento para a peroração do processo em tarifa.
Quem é Yann Duzert
Com 32 livros publicados, Duzert é professor internacional, ph.D. pela École Normale Supérieure de Paris e pós-doutor pelo Harvard–MIT Public Disputes Program. Ele é o fundador da metodologia Newgotiation, voltada para negociação e lucidez sintético aplicada à solução de conflitos. Sua trajetória inclui longa atuação no Brasil: em 2020, conduziu capacitações para o Parecer Vernáculo de Justiça e para o Parecer Vernáculo do Ministério Público.
Leitura
Novo livro e estudo da crise no STF
Duzert acaba de lançar mais um livro sobre o tema, desta vez em parceria com Monica Simionato e Denise Leal. Em entrevista à Oeste, ele analisou os últimos acontecimentos na Galanteio brasileira com visível preocupação. Mesmo conhecendo de perto as dificuldades das instituições brasileiras em lastrar conflitos de interesse, o técnico se disse impactado pela dinâmica observada na sessão.
“Eu acompanhei esse incidente com grande preocupação, não exclusivamente uma vez que professor de negociação e mediador de conflitos, mas uma vez que alguém que acredita que a qualidade da democracia depende da qualidade de suas instituições”, afirmou ele à Oeste.
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Sessão marcada por ofensas entre ministros
A sessão extraordinária do STF tinha uma vez que objetivo discutir questões jurídicas relacionadas ao caso Banco Master. Porém, o que deveria ser um debate institucional foi ofuscado por confrontos pessoais entre alguns ministros. As trocas de ofensas e a pouquidade de reverência reciprocamente transformaram a reunião em um tanto que Duzert comparou a um “show de horrores”.
Prestígio do reverência institucional
Atualmente residindo na Espanha, de onde tem escoltado as movimentações da política brasileira, o técnico destacou a urgência de preservar o reverência institucional. Para ele, regras claras são fundamentais para evitar que conflitos pessoais contaminem o funcionamento de órgãos essenciais à democracia.
Duzert ressaltou que aquelas horas de sessão representaram um incidente que vai muito além de uma simples divergência jurídica. Segundo sua avaliação, o que o país assistiu foi a mostra de uma vez que a falta de entendimento entre membros da mais subida incisão de Justiça pode comprometer a crédito da sociedade nas instituições.
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