Uma novidade pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) aponta uma mudança importante no cenário eleitoral entre os chamados eleitores independentes — aqueles que não se identificam declaradamente com a direita ou com a esquerda.
Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 35% das intenções de voto nesse segmento, enquanto Lula registra 29%. O resultado labareda atenção principalmente pela velocidade da mudança registrada em somente uma semana.
Flávio avança cinco pontos
Na rodada anterior da pesquisa, divulgada uma semana antes, Flávio tinha 30% entre os independentes, enquanto Lula aparecia com 33%.
Agora, o cenário se inverteu: o senador avançou cinco pontos, chegando a 35%, enquanto o presidente recuou quatro pontos, para 29%.
A movimentação ganha relevância porque o eleitorado independente é considerado estratégico nas eleições. Por não possuir um alinhamento político definido, esse grupo tende a apresentar maior volatilidade e pode mudar de preferência ao longo da campanha.
Uma parcela ainda não decidiu
Apesar da vantagem de Flávio nesse recorte, os números também mostram que existe uma parcela significativa dos independentes que ainda não está fechada com nenhum dos dois principais nomes.
Segundo os dados divulgados, 27% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos, enquanto 9% permanecem indecisos. Outros 29% disseram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
Isso significa que uma parcela expressiva desse eleitorado ainda pode ser disputada pelos candidatos durante a campanha.
Pesquisa ouviu mais de 2 milénio eleitores
O levantamento pátrio ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 10 e 13 de agosto de 2026.
A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de crédito de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06773/2026.
Cenário pode aumentar a disputa
Os números colocam o votante independente novamente no núcleo da disputa eleitoral. A mudança registrada em somente uma semana mostra que esse segmento pode ser decisivo para definir o resultado da eleição.
Embora a vantagem de Flávio sobre Lula nesse recorte esteja dentro de uma margem que exige cautela na versão, a direção da mudança labareda atenção: o senador cresceu cinco pontos ao mesmo tempo em que o presidente perdeu quatro.
Com uma parcela relevante dos independentes ainda indecisa ou disposta a não escolher nenhum dos dois, a disputa por esse eleitorado promete lucrar ainda mais influência nas próximas semanas.