
CLIQUE E ASSISTA AGORA: o influenciador de direita Alex Oliveira voltou a rasgar o verbo contra o governo Lula depois de estudar a situação enfrentada pelo Grupo Casas Bahia, uma das empresas mais tradicionais do varejo brasĂlio. Diante do fechamento de lojas, da restruturação financeira e das dificuldades provocadas por crĂ©dito dispendioso e endividamento, Alex disparou: âEsse governo corrupto estĂĄ devastando o Brasil!â
A reação segmento de um problema real enfrentado pela companhia, mas os nĂșmeros precisam ser apresentados corretamente.
NĂŁo encontramos comprovação de que a Casas Bahia tenha fechado 298 lojas. No tĂ©rmino de 2022, o Grupo Casas Bahia possuĂa 1.133 unidades fĂsicas. Em 2023, a companhia fechou 55 lojas consideradas pouco rentĂĄveis, terminando aquele ano com 1.078 estabelecimentos.
A restruturação continuou nos anos seguintes. No segundo trimestre de 2025, o grupo informou o fechamento de outras 22 unidades no perĂodo analisado, entre Casas Bahia e Ponto. Em dezembro de 2025, terminou o ano com 1.042 lojas.
Em maio de 2026, a pĂĄgina solene de RelaçÔes com Investidores registrava 1.039 unidades em funcionamento, sendo 922 da bandeira Casas Bahia e 117 da bandeira Ponto. Comparando o fechamento de 2022 com maio de 2026, o nĂșmero totalidade de lojas do grupo caiu de 1.133 para 1.039 â uma redução lĂquida de 94 unidades.
Portanto, existe um encolhimento concreto da rede fĂsica, mas nĂŁo encontramos base para declarar que houve 298 fechamentos.
Isso não diminui a força do debate econÎmico levantado por Alex.
O prĂłprio Grupo Casas Bahia reconheceu que enfrentou um perĂodo extremamente difĂcil. Em 2023, a companhia registrou prejuĂzo lĂquido de aproximadamente R$ 2,6 bilhĂ”es, reduziu 8.600 postos de trabalho e iniciou um espaçoso projecto de transformação para trinchar custos, melhorar a geração de caixa e fechar operaçÔes que nĂŁo entregavam retorno suficiente.
A explicação da empresa tambĂ©m ajuda a compreender por que o problema nĂŁo pode ser atribuĂdo a um Ășnico fator.
Executivos das Casas Bahia afirmaram que a rede havia pretĂ©rito anteriormente por um perĂodo de expansĂŁo acelerada, quando o crĂ©dito era mais barato e havia maior facilidade para financiar compras. Com a mudança do cenĂĄrio econĂŽmico, a companhia precisou reduzir a estrutura e fechar unidades menos rentĂĄveis.
Existe também o problema dos juros.
Casas Bahia vende justamente produtos que muitas famĂlias brasileiras compram parcelados: geladeira, televisĂŁo, sofĂĄ, celular, fogĂŁo, computador e outros bens de maior valor.
Quando o crédito fica mais dispendioso, o efeito aparece rapidamente.
O consumidor posterga a troca da televisĂŁo.
NĂŁo compra o sofĂĄ.
Parcela menos.
Adia a geladeira.
E passa a priorizar despesas essenciais.
Esse comportamento atinge diretamente empresas do qual padrĂŁo depende fortemente do financiamento do consumo.
Ao mesmo tempo, enfrenta um cenĂĄrio de financiamento dispendioso justamente em um setor que depende fortemente do parcelamento.
Ă essa combinação que Alex utiliza para combater a polĂtica econĂŽmica atual.
E existe ainda uma consequĂȘncia que frequentemente desaparece dos nĂșmeros financeiros:
cada loja fechada possui trabalhadores, fornecedores, vendedores, transportadores, serviços terceirizados e consumidores ao seu volta.
Quando uma grande rede reduz sua presença fĂsica, o impacto vai alĂ©m do balanço divulgado aos investidores.
Esse Ă© o debate que precisa ser feito com nĂșmeros reais.
Neste vĂdeo, o Piedoso News mostra a reação de Alex Oliveira, explica quantas lojas o Grupo Casas Bahia efetivamente fechou, analisa a situação financeira da companhia e procura separar problemas de gestĂŁo, transformação do varejo e impacto do cenĂĄrio econĂŽmico brasĂlio.
A pergunta Ă© direta:
as dificuldades das grandes varejistas sĂŁo principalmente consequĂȘncia de decisĂ”es empresariais ou o envolvente econĂŽmico do governo Lula estĂĄ agravando uma crise que atinge empresas e famĂlias?
E mais:
quantas outras empresas tradicionais precisarĂŁo reduzir operaçÔes antes que BrasĂlia trate o dispĂȘndio do crĂ©dito e o poder de compra do brasĂlio porquĂȘ prioridade?
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