Ministério da Justiça comunicou a Moraes que reiterou cobrança aos EUA sobre missiva rogatória destinada ao jornalista Paulo Figueiredo, réu no STF
Por ContraFatos 25/06/2026 Atualizado em 25/06/2026
Pasta informou a Alexandre de Moraes que reiterou pedido de atualização às autoridades norte-americanas sobre notificação ao jornalista
O Ministério da Justiça voltou a cobrar dos Estados Unidos informações sobre o curso da missiva rogatória destinada ao jornalista Paulo Figueiredo. A notícia foi encaminhada nesta quinta-feira, 25, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF).
Epístola rogatória foi enviada em outubro de 2025
A missiva rogatória em questão foi remetida em 3 de outubro de 2025. Desde logo, segundo o próprio ofício da pasta, não houve retorno das autoridades norte-americanas. No documento apresentado ao STF, o Ministério da Justiça garante que, tão logo receba a resposta, ela será repassada imediatamente ao magistrado.
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Arguição de filtração no curso do processo
Paulo Figueiredo responde uma vez que réu pelo transgressão de suposta filtração no curso do processo. A denunciação sustenta que ele teria participado da pronunciação de sanções junto ao governo dos Estados Unidos com o objetivo de impedir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso que ficou espargido uma vez que uma provável “trama golpista”.
Figueiredo relatou que vive na Flórida há mais de dez anos e que, mesmo assim, foi incluído na lista vermelha da Interpol.
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Denúncia da PGR contra Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro
No final do ano pretérito, a Procuradoria-Universal da República (PGR) apresentou denúncia formal contra Paulo Figueiredo e o logo deputado federalista Eduardo Bolsonaro (PL-SP). De contrato com a PGR, a atuação de ambos em território estrangeiro tinha uma vez que finalidade intimidar o Poder Judiciário brasiliano.
“A grave ameaço materializou-se pela pronunciação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a emprego de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a emprego dos efeitos da Lei Magnitsky ao ministro relator”, sustentou a PGR.
Pena de Eduardo Bolsonaro pelo STF
Na semana passada, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de pena pelos crimes que lhe foram imputados pela PGR. A decisão reforça o contexto em que a denúncia contra Paulo Figueiredo se insere, envolvendo a suposta tentativa de pressionar autoridades judiciais brasileiras por meio de mecanismos internacionais.
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