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A magistrada enxergou na revolta popular contra Monique uma “perseguição implacável” e “desproporcional”. Classificou a indignação da sociedade uma vez que “claramente discriminatória de gênero” e “influenciada pela cultura patriarcal”.
Leia de novo, lentamente.
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Uma mulher condenada por se omitir enquanto seu fruto de 4 anos era espancado até a morte agora é vítima. Vítima da sociedade. Vítima do patriarcado. Vítima de uma cultura que, segundo a juíza, a perseguiu de forma injusta.
E o menino morto? Esse, ao que parece, não coube na narrativa.
O procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro — 40 anos de combate ao violação no Rio de Janeiro — reagiu com uma termo que resume o sentimento de qualquer pessoa minimamente lúcida: nojo.
“É a justiça transformada em militância identitária”, afirmou o procurador. E é difícil discordar.
Agora compare.
O padrasto Jairinho, responsável da barbárie, recebeu 43 anos de pena. Uma pena severa, uma vez que deveria ser. A mãe, que sabia o que acontecia dentro de vivenda e escolheu o silêncio — a mesma mãe que foi ao salão de formosura em seguida o enterro do próprio fruto — recebeu o perdão da Justiça.
A pergunta que ninguém faz é simples: se Monique fosse varão, a juíza teria encontrado “cultura patriarcal” para justificar o perdão? Ou a lente de gênero só funciona em uma direção?
Mas há um pormenor que torna tudo ainda mais revoltante.
A decisão não é unicamente uma anomalia jurídica isolada. É sintoma de um tanto maior: a infiltração do ativismo ideológico nas instâncias que deveriam ser regidas exclusivamente pela lei. Quando uma sentença judicial precisa recorrer a conceitos uma vez que “discriminação de gênero” e “cultura patriarcal” para perdoar uma ré condenada pela preterição no homicídio de uma gaiato, o que temos não é mais Justiça. É militância com poder de sinete.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou sua revolta. O pai de Henry, Leniel Borel, definiu a decisão uma vez que “a terceira morte” do fruto. O Ministério Público anunciou que vai recorrer.
E é aí que a história complica.
Porque recursos existem, mas o estrago institucional já está feito. A mensagem que essa sentença envia à sociedade é devastadora: dependendo da narrativa ideológica em voga, a lei pode ser dobrada, esticada e torcida até caber no molde que a toga desejar.
A paridade perante a lei — aquele princípio que supostamente sustenta todo o prédio jurídico — vira ficção quando o juiz decide que sua culpa pessoal é mais importante que o caso concreto.
Henry Borel tinha 4 anos. Não entendia de cultura patriarcal, de discriminação de gênero, de narrativas identitárias. Entendia de terror, de dor e de desamparo. Precisava de uma mãe que o protegesse. Precisava de uma Justiça que, ao menos depois de morto, lhe desse honra.
Não teve nenhuma das duas coisas.
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https://www.contrafatos.com.br/perdao-judicial-a-mae-de-henry-borel-quando-a-toga-vira-palanque-ideologico//Natividade/Créditos -> CONTRA FATOS
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