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Paes justificou a exiguidade citando restrições impostas pela legislação eleitoral. No mesmo dia, o postulante à reeleição deu entrevista à Rádio Tupi, cumprindo compromissos de campanha distante do presidente.
O quebradiço estabilidade entre Lula e o votante bolsonarista
Embora dispute o governo do Rio com o suporte formal do PT, Eduardo Paes se movimenta com desvelo em um cenário eleitoral multíplice. Os números de 2022 ajudam a entender a cautela: no segundo vez daquela eleição presidencial, Jair Bolsonaro obteve 51,09% dos votos no estado, contra somente 40,68% de Lula. Ignorar essa parcela do eleitorado seria um risco enorme.
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É nesse contexto que surge o chamado voto “BolsoPaes” — a tentativa do ex-prefeito de atrair ao menos secção dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) no estado, sem romper com a base governista federalista.
PL acusa Paes de ser “soldado do Lula”
O PL lançou o presidente da Câmara Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas, porquê candidato ao governo. Em comícios e sabatinas, Ruas usa a frase “soldado do Lula” para se referir a Paes, argumentando que quem vota no candidato do PSD está, na verdade, contribuindo para um “projeto do Lula”.
A estratégia do PL é clara: trazer a polarização pátrio para o cenário estadual, colando a imagem de Paes à do presidente. Do outro lado, o ex-prefeito da capital contra-ataca enfatizando a relação de Douglas Ruas com o ex-governador Cláudio Castro (PL), de quem o candidato bolsonarista foi secretário.
Aliados negam que haja tentativa de esconder federação com o PT
Correligionários de Paes rechaçam a teoria de que exista um esforço deliberado para ocultar a parceria com Lula. Ainda assim, é notável que o presidente não apareça no programa eleitoral nem no material de campanha do candidato do PSD. A avaliação interna é que Paes, em seguida quatro mandatos porquê prefeito, possui capital político suficiente para se apresentar sozinho ao eleitorado, destacando suas realizações primeiro da prefeitura.
Uma das tônicas dos discursos do candidato ao se referir a Lula tem sido posicionar-se porquê um político na contramão da polarização. Ele afirma que sua coligação reúne pessoas que não pensam igual, mas que se uniram por um objetivo maior para o estado.
Quem governará o Rio: Lula, Bolsonaro ou o votante?
Em mais uma tentativa de se esquivar da naturalização do debate, Eduardo Paes tem reforçado em seus pronunciamentos que quem governará o Rio de Janeiro não será Lula ou Jair Bolsonaro, mas sim a pessoa escolhida pelo eleitorado fluminense. A pergunta que persiste, porém, é se a exiguidade em agendas públicas com o presidente é mera formalidade lícito — ou um conta eleitoral insensível diante da repudiação que o petista enfrenta no estado.
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https://www.contrafatos.com.br/paes-evita-agenda-publica-com-lula-no-rio-estrategia-eleitoral-ou-rejeicao-ao-presidente//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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