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A fala, no mínimo controversa, transforma uma relação institucional entre governo e setor produtivo em um tanto que se assemelha a uma exigência de submissão. Exigir que um setor inteiro da economia “se ajoelhe” diante de investimentos públicos — que, vale lembrar, são feitos com quantia dos próprios contribuintes — revela um entendimento peculiar sobre o papel do Estado e o uso dos recursos públicos.
Tribuna em Santa Catarina com recados ao agronegócio sítio
No evento, o presidente chamou ao tribuna Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, e fez uma sugestão direta: que ele promovesse uma reunião com “o pessoal do agronegócio” catarinense para indagar “por que eles não gostam” do grupo político de Lula.
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Em tom de prestação de contas, o gerente do Planalto apresentou números que atribuiu a realizações de seu governo em mercê do setor no estado. “São 118 mercados que o Lulinha que eles não gostam abriu para eles venderem os produtos deles”, disse.
Ataques a Bolsonaro e fala sobre prisão
O exposição não se limitou ao agronegócio. Lula também direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), questionando por que segmento do setor é identificada uma vez que bolsonarista. “Por que eles são bolsonaristas? Porque não pode ser pela instrução, pela saúde”, questionou, fazendo referência à transporte da pandemia de Covid-19 pelo governo anterior.
Em outro momento que evidencia o intensidade de polarização do evento, o presidente fez uma enunciação contundente sobre o horizonte judicial de Bolsonaro. “A teoria do outro [Flávio Bolsonaro] é ‘ai eu quero lucrar as eleições pra tirar o meu pai da cárcere’, e eu quero lucrar pra manter ele na cárcere”, afirmou. A fala, que transforma uma disputa eleitoral em vingança pessoal declarada, reforça um padrão de exposição que pouco contribui para o debate democrático.
Presenças no evento de campanha
Além de Gelson Merísio, estiveram presentes no evento a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja; os candidatos ao Senado por Santa Catarina, Afrânio Boppré (PSOL) e Décio Lima (PT); e Angela Albino (PDT), candidata a vice-governadora.
O ato de campanha em Florianópolis deixa evidente que Lula adota uma estratégia de confronto direto com o agronegócio, setor historicamente resistente ao PT. Resta saber se a postura de cobrar gratidão e submissão de quem produz com recursos públicos vai aproximar ou distanciar ainda mais o eleitorado ligado ao campo.
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https://www.contrafatos.com.br/lula-afirma-que-agronegocio-deveria-se-ajoelhar-para-ele-e-gera-revolta-em-florianopolis//Manancial/Créditos -> CONTRA FATOS
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