STF vetou entrada de jornalistas ao plenário na sessão que decidirá sobre investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro
Por ContraFatos 14/09/2026 Atualizado em 14/09/2026
Abraji contesta restrição e alerta para prejuízo à cobertura independente dos julgamentos da Incisão
A sessão plenária marcada para a terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federalista (STF) terá entrada vetado a profissionais da prelo. Em taxa, os ministros decidirão os próximos passos da estudo envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo a possibilidade de brecha de investigação formal ou o arquivamento do caso.
Celulares lacrados e jornalistas impedidos de acessar o plenário
Segundo o tribunal, a restrição foi adotada com base em recomendações dos próprios magistrados. Os jornalistas que fazem a cobertura cotidiana da Incisão serão direcionados ao comitê de prelo, enquanto os demais profissionais terão de esperar na extensão externa do prédio. Quem estiver autorizado a permanecer no plenário deverá manter os celulares lacrados durante toda a sessão.
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Sessão terá transmissão somente por canais oficiais da Justiça
O início dos trabalhos está previsto para as 10h. A transmissão será feita exclusivamente pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo conduto solene do STF no YouTube. No encontro, os magistrados analisarão o material da Polícia Federalista contendo mensagens trocadas e decidirão sobre a brecha ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes.
Ex-integrantes da Incisão, por sua vez, estão autorizados a participar da sessão presencialmente.
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Flávio Dino afirma que não foi consultado sobre a decisão
Em transmitido divulgado publicamente, o ministro Flávio Dino declarou que não foi consultado a saudação do veto aos profissionais de prelo. A informação reforçou questionamentos sobre uma vez que a medida foi deliberada internamente.
Abraji questiona restrição e pede revisão urgente
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) reagiu de forma contundente. A entidade contestou formalmente a limitação do entrada ao plenário e encaminhou um pedido de revisão urgente à presidência do tribunal.
— A decisão contraria o princípio da publicidade dos atos judiciais e reduz a capacidade de cobertura independente da prelo sobre os julgamentos do tribunal — afirmou a entidade.
A Abraji reconheceu que as transmissões por vídeo oferecem claro intensidade de transparência ao cidadão, mas ressaltou que elas não substituem a presença física do jornalista no sítio. Segundo a associação, estar presencialmente permite captar detalhes do julgamento que ficam fora do alcance das câmeras oficiais da instituição.
Esplanada dos Ministérios também tem ingresso restrita
Além do plenário do STF, o entrada à Esplanada dos Ministérios, nas proximidades do setor das bandeiras, também foi bloqueado para a prelo. A medida amplia o cerco de segurança em torno de uma sessão que promete ser uma das mais acompanhadas da história recente do tribunal.
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