Policial militar de 44 anos foi executado com a própria arma por três criminosos durante assalto na Marginal Tietê em São Paulo
Por ContraFatos 29/08/2026 Atualizado em 29/08/2026
Criminosos surpreenderam o policial enquanto ele verificava um problema no pneu e utilizaram sua arma pessoal para matá-lo
Um violação brutal vitimou o policial militar Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, na noite de sexta-feira (28). Ele foi morto com um tiro na cabeça durante um assalto ocorrido na Marginal Tietê, próximo à saída da Rodovia Ayrton Senna, na Zona Setentrião de São Paulo.
Vítima foi imobilizada por trás com golpe “mata-leão”
Paulo Roberto dirigia um Volkswagen Jetta preto e havia estacionado o veículo para checar um defeito no pneu. Nesse momento, três homens saíram da margem do rio e o abordaram. Conforme a investigação, um dos suspeitos o surpreendeu por trás, aplicando um golpe de imobilização sabido uma vez que “mata-leão”, enquanto os outros dois passaram a agredi-lo fisicamente.
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A luta corporal se intensificou e, durante a ação, os criminosos perceberam que a vítima era policial militar. Eles tomaram sua arma pessoal, de calibre .45, e a utilizaram para executá-la com um disparo na cabeça.
Testemunha da CET relatou a dinâmica do violação
Um agente da Companhia de Engenharia de Tráfico (CET), que transitava pelo lugar no momento do ocorrido, forneceu relato à polícia. Ele declarou ter visto três homens se aproximando do policial a partir da margem do rio. Na sequência, presenciou o início da luta corporal, ouviu os disparos e viu os suspeitos fugindo em direção ao rio.
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Policial foi socorrido, mas não resistiu
Paulo Roberto foi guiado ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal do Tatuapé, porém não sobreviveu aos ferimentos. O veículo, os pertences pessoais e a arma funcional pertencente à Polícia Militar permaneceram intocados no lugar do violação. O único item levado pelos criminosos foi a arma pessoal do policial.
Polícia investiga verosímil relação com ataques recorrentes na região
A Polícia Social trabalha com a hipótese de que o assalto esteja relacionado a um modus operandi já sabido naquele trecho da Marginal Tietê. Segundo a apuração, criminosos teriam o hábito de colocar pedras de grandes dimensões na pista para provocar danos nos veículos e forçar os motoristas a parar. Quando o condutor sai do carruagem para verificar o problema, integrantes do grupo, que ficam escondidos nas proximidades — inclusive em áreas de vegetação detrás da mureta —, aproveitam para abordar as vítimas e praticar roubos.
Os três suspeitos fugiram em direção à margem do rio e, até o momento, não foram identificados nem localizados. O caso foi registrado uma vez que latrocínio no 73º Região Policial (Jaçanã).