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Em Minas Gerais, a pressão é ainda mais direta. Marco Antônio “Superman” Costa, que concorre ao Senado pelo Novo, defendeu claramente que o ex-governador retire sua candidatura e se posicione ao lado de Flávio já no primeiro vez. Na última quinta-feira, 24, o próprio Zema afirmou que apoiará Flávio caso o senador enfrente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo vez.
Pesquisas reforçam argumento pela desistência
Os números mais recentes das pesquisas eleitorais são um fator determinante nessa decisão. A Quaest registrou Lula com 37% e Flávio com 33% no primeiro vez, enquanto Zema apareceu com exclusivamente 1%. No cenário de segundo vez, a disputa ficou extremamente apertada: Flávio marcou 42% contra 41% de Lula — empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos porcentuais.
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Dados do Datafolha também fornecem pistas sobre o orientação dos votos de Zema. Ao cruzar duas pesquisas realizadas em setembro, 48% dos eleitores do candidato do Novo declararam voto em Flávio num segundo vez, contra 25% que optariam por Lula e 27% que votariam em branco ou anulariam o voto. Esse recorte específico tem margem de erro de 11 pontos porcentuais.
Decisão depende de pesquisas internas dos partidos
Embora a saída de Zema seja considerada o cenário mais provável, a definição ainda está condicionada ao resultado das próximas pesquisas internas do Novo e do Partido Liberal (PL). Caso Flávio consolide sua posição de predilecto diante de Lula, o escora ao chamado Zero Um será oferecido uma vez que inevitável. O Novo pretende enunciar um enviado solene para formalizar a decisão.
Agenda atual e próximos passos
Nesta semana, Zema concentra suas atividades em Minas Gerais, onde participa de compromissos de campanha de candidatos do Novo e de aliados. Se a desistência for confirmada, a expectativa muda completamente: a partir da próxima semana, o ex-governador passaria a atuar diretamente pela candidatura de Flávio Bolsonaro.
Em 11 de abril, os dois chegaram a divertir publicamente sobre concorrerem na mesma placa, em publicação nas redes sociais.
Entraves legais para a saída de Zema
O ex-governador ainda pode formalizar a repúdio à candidatura presidencial, mas o Novo já perdeu o prazo para substituí-lo por outro nome. O calendário eleitoral estabeleceu 14 de setembro — 20 dias antes do primeiro vez — uma vez que data-limite para pedidos de substituição de candidatos. Depois essa data, a legislação só permite substituição em caso de falecimento.
Para se concretizar, a repúdio precisa ser apresentada à Justiça Eleitoral e devidamente homologada. Uma vez concluído o processo, Zema fica impedido de voltar a disputar a Presidência nesta mesma eleição. Aliás, ele também não pode transmigrar para outro incumbência em 2026, já que os registros de candidatura foram encerrados.
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https://www.contrafatos.com.br/zema-vai-desistir-da-disputa-novo-pode-apoiar-flavio-bolsonaro-ja-no-1o-turno//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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