Senador Carlos Viana começou a recolher assinaturas para instalar CPMI que investigará suposta intermediação de Lulinha junto ao governo federalista
Por ContraFatos 20/08/2026 Atualizado em 20/08/2026
Parlamentar defende investigação sobre suposta intermediação de interesses privados junto ao governo federalista
O requerimento para geração de uma CPMI (Percentagem Parlamentar Mista de Interrogatório) focada nas atividades de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, rebento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começou a ser guiado a deputados e senadores na quinta-feira (20). A iniciativa é do senador Carlos Viana (PSD-MG), que procura reunir o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento.
Origem da proposta e conexão com a CPMI do INSS
Viana foi presidente do colegiado que investigou as fraudes no INSS e sustenta que surgiram novos desdobramentos envolvendo Lulinha, que já havia sido fim de pedidos de indiciamento naquela percentagem. O relatório da CPMI do INSS, apresentado no final de março pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) — atualmente vice de Flávio Bolsonaro na candidatura à presidência da República —, foi rejeitado pelo colegiado.
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Foco da investigação proposta
O objetivo meão da novidade CPMI é apurar a eventual atuação de Lulinha na intermediação de interesses privados perante órgãos e agentes do Poder Executivo Federalista. O requerimento destaca mormente tratativas relacionadas à comercialização, fornecimento ou incorporação de medicamentos à base de canabidiol, envolvendo Roberta Moreira Luchsinger, Antônio Carlos Camilo Antunes, sabido uma vez que “Careca do INSS”, empresas e demais intermediários ligados aos fatos.
O senador Carlos Viana, que disputa uma vaga para permanecer no Senado, argumenta que é fundamental esclarecer relações pessoais, canais de aproximação ou influência perante órgãos do Governo Federalista utilizados para a resguardo de interesses empresariais privados.
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Justificativa detalhada do parlamentar
Na justificativa do requerimento, Viana enumera os pontos que precisam ser esclarecidos. “É necessário esclarecer qual foi a participação de cada um dos envolvidos nas tratativas; quais empresas e interesses econômicos estavam representados; se houve pagamentos, promessas de vantagens ou remunerações pela intermediação; quais órgãos, autoridades, servidores ou assessores públicos foram procurados; quais reuniões e comunicações ocorreram; quais propostas foram apresentadas ao Poder Executivo; e se houve utilização indevida de relações pessoais ou de aproximação privilegiado à estrutura governamental”, afirma na justificativa.
Quórum necessário e decisão final
A instalação de uma CPMI no Congresso Vernáculo exige ao menos 171 assinaturas de deputados federais e 27 de senadores, o equivalente a um terço dos membros de cada vivenda legislativa. Mesmo que o quórum de assinaturas seja atingido, a termo final sobre a brecha da percentagem cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).
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