
CLIQUE E ASSISTA AGORA: Pilhado partiu para cima de Milly Lacombe depois que a jornalista do UOL reagiu com indignação à novidade política da Confederação Brasileira de Voleibol para as competições femininas. Para Thiago Asmar, existe uma incongruência difícil de ignorar: Milly se apresenta publicamente porquê feminista e defensora das mulheres, mas atacou uma regra criada justamente para definir quem poderá disputar a categoria feminina nas principais competições nacionais.
A polêmica explodiu depois que a CBV publicou, em 14 de agosto de 2026, uma novidade política de elegibilidade para o vôlei feminino.
Até logo, atletas trans podiam participar das competições nacionais desde que cumprissem critérios hormonais. A novidade regra muda completamente esse sistema e passa a exigir critérios biológicos definidos pela entidade, incluindo triagem genética baseada no gene SRY.
Na prática, a mudança atinge diretamente Tifanny Abreu, desportista do Osasco e um dos nomes mais conhecidos do debate sobre mulheres trans no esporte brasílio.
A novidade política será aplicada em competições nacionais porquê Superliga A e B, Supercopa, Despensa Brasil e torneios nacionais de vôlei de praia.
Milly Lacombe reagiu imediatamente.
Em uma pilastra publicada no UOL em 15 de agosto, a jornalista escreveu que “o vôlei brasílio declara guerra a todas as mulheres” e criticou duramente a tentativa de definir a categoria feminina por critérios biológicos e genéticos. Segundo sua estudo, a decisão da CBV representa uma forma de controle sobre os corpos das mulheres, mormente das mulheres trans.
No dia seguinte, Milly aprofundou ainda mais a sátira.
Em outro item, argumentou que mulheres trans não são responsáveis pelos principais problemas enfrentados pelas mulheres e acusou setores que comemoraram a regra de utilizar o esporte porquê justificativa para transfobia e misoginia.
Foi exatamente esse exposição que provocou a reação de Pilhado.
Para o comunicante, existe uma incongruência evidente quando alguém se apresenta porquê defensora das mulheres, mas rejeita uma regra construída com o objetivo dito de preservar uma categoria esportiva feminina baseada no sexo biológico.
A pergunta levantada por Pilhado é direta:
quem está sendo protegido nessa discussão?
As atletas que nasceram do sexo feminino?
As atletas trans?
Ou as duas categorias podem coexistir sem comprometer a paridade competitiva?
Esse é o ponto que divide profundamente o debate.
Quem apoia a novidade política da CBV argumenta que categorias esportivas femininas existem justamente porque homens e mulheres possuem diferenças fisiológicas relevantes para determinadas modalidades.
No vôlei, fatores porquê fundura, potência de salto, força, velocidade, volume muscular e capacidade de ataque possuem impacto direto no desempenho competitivo.
Por esse raciocínio, preservar a categoria feminina exige estabelecer critérios claros sobre quem pode competir nela.
Já Milly apresenta outro argumento.
A jornalista sustenta que a biologia humana não pode ser reduzida somente a uma combinação simples de cromossomos, genitália ou hormônios. Em sua pilastra, cita variações intersexo e critica o que considera uma tentativa de transformar uma questão complexa em uma regra binária.
Milly também afirma que estudos disponíveis não demonstrariam vantagem competitiva automática de todas as mulheres trans sobre mulheres cis.
Essa desfecho, porém, continua sendo objeto de disputa científica.
Isso significa que Tifanny continuará jogando o estadual, mas, pelas regras atuais da CBV, ficará impedida de participar das futuras competições nacionais abrangidas pela política.
O Osasco também reagiu.
O clube afirmou ter sido surpreendido pela mudança, declarou suporte à desportista e acionou seu departamento jurídico para determinar as possibilidades legais.
A própria Tifanny disse estar “muito saída” com a decisão e afirmou que continuará lutando para permanecer no esporte.
Ou seja: temos agora um conflito que envolve esporte, ciência, identidade, legislação, clubes, atletas e prensa.
Neste vídeo, o Piedoso News mostra a reação de Pilhado, apresenta os argumentos de Milly Lacombe e explica exatamente o que mudou na política da CBV.
o esporte deve priorizar identidade de gênero ou critérios biológicos na definição de suas categorias competitivas?
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