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Proteção judicial e exoneração em volume
No dia seguinte ao solidão de Cinelli e Siqueira, a novidade governo procurou a Justiça para resguardar o patrimônio de 178 empresas vinculadas ao grupo. O passivo bruto preparatório divulgado, de R$ 985,6 milhões, é mais que o duplo do endividamento registrado 18 meses antes. O processo corre na Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória, sob responsabilidade do juiz Marcos Pereira Sanches.
Paralelamente, a Apex promoveu uma exoneração em volume que atingiu aproximadamente 80% de seus funcionários. A mistura de captação face, ativos de baixa liquidez, negócios entre empresas relacionadas e conexões políticas rendeu à companhia o sobrenome de “Master capixaba”.
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Aposta fracassada na CVC detonou a crise
A compra de ações da CVC, maior filial de viagens do Brasil, foi o veste gerador da apuração interna. Desde 2023, a Apex vinha investindo na companhia, ampliando as compras em 2025 por meio do fundo BRM Carbyne Voyage, ligado ao grupo capixaba. A participação chegou a 15,5% do capital da CVC.
O fundo prometia aos investidores o melhor entre dois cenários: a valorização das ações da CVC ou um rendimento mínimo equivalente ao CDI, próximo de 14% ao ano. Ou seja, mesmo com queda ou estagnação dos papéis, a estrutura ligada à Apex teria de bancar o retorno prometido.
Na prática, as ações da CVC despencaram 40% em um ano. Na quinta-feira 13, chegaram a recuar quase 9%, negociadas a R$ 1,23. A própria filial registrou prejuízo de R$ 51,3 milhões no segundo trimestre de 2026, mais que o triplo dos R$ 15,9 milhões do mesmo período de 2025. A receita recuou 6,5%, para R$ 319,5 milhões.
O Carbyne Voyage reúne mais de 500 investidores e tem patrimônio de R$ 63,5 milhões. Em 2026, suas cotas perderam 63,9% do valor. Cinelli integrava o juízo da CVC, mas renunciou no mesmo dia em que foi longínquo da Apex. De combinação com os sócios, a aposta na filial de viagens foi a pinga d’chuva para a preâmbulo da apuração. Ainda não se sabe quanto dos R$ 309,8 milhões em obrigações relacionadas a garantias de rendimento está ligado às operações com a CVC.
Rede de conexões políticas e a Rhino Securitizadora
A Rhino Securitizadora, responsável pela emissão de títulos que representam quase metade das dívidas da Apex, possui vínculo macróbio com a família do governador Ricardo Ferraço. Uma ata de 2021 identifica Ferraço porquê diretor mercantil da Rhino. Uma empresa representada por ele também detinha 25% da securitizadora. Em agosto de 2022, essa participação foi transferida para uma companhia representada por seu rebento, Pedro Ferraço.
Apresentado porquê cofundador, vice-presidente e director da dimensão de investimentos da Apex, Pedro tornou-se acionista direto em dezembro de 2025, ao transformar R$ 500 milénio em títulos de dívida em ações da empresa. Em janeiro de 2026 — unicamente dois dias depois de a Rhino validar uma captação de até R$ 60 milhões para a Apex —, ele assumiu a diretoria de compliance da securitizadora, responsável por inspeccionar o cumprimento das regras e os controles internos. Pedro passou, assim, a ocupar cargos tanto na empresa que recebia o verba quanto na que emitia os títulos usados para captá-lo.
Victor Casagrande aparece porquê diretor institucional da Apex e já foi apresentado porquê sócio-diretor. Não há documento público que o vincule às inconsistências financeiras identificadas.
Timing político e posição do governo estadual
A crise veio a público um dia depois da oficialização da candidatura de Ricardo Ferraço à reeleição. Renato Casagrande, candidato ao Senado, integra a mesma confederação. O governo estadual afirmou que não há recursos do Tesouro nem do Fundo Soberano do Espírito Santo investidos na Apex.
Venda emergencial de ações da CVC
Na quinta-feira 13, a gestora da Apex vendeu tapume de 17 milhões de ações da CVC. Os papéis haviam sido adquiridos em operações com preço e data de pagamento definidos previamente. Com a crise, a empresa não conseguiu prorrogar esses acordos e foi obrigada a se desfazer dos títulos.
Um lote de aproximadamente 9 milhões de papéis foi negociado por volta das 16 horas. O fundo Absolute teria comprado metade. Posteriormente as vendas, a participação dos fundos ligados à Apex na CVC caiu de tapume de 15,5% para 7,97%.
Divergências contábeis e tentativa frustrada de empréstimo
A novidade governo estima que, dos R$ 261,5 milhões registrados pela Apex em bens, créditos e investimentos, unicamente R$ 190,1 milhões poderão ser recuperados — uma diferença de R$ 71,4 milhões. Outros R$ 38,1 milhões, distribuídos em 65 empréstimos, foram considerados perdidos. Secção dos recursos foi destinada a empresas do próprio grupo, mas os documentos não informam quem recebeu os valores nem por que eles se tornaram irrecuperáveis.
O lucro de R$ 119,2 milhões divulgado em 2025 também escondia fragilidades: R$ 73,1 milhões vieram da venda de participações em outras empresas.
Antes de a crise vir a público, Cinelli tentou obter recursos novos. Segundo o Valor Econômico, ele pediu ao BTG Pactual um empréstimo de pelo menos R$ 100 milhões e também buscou verba com funcionários da Apex. Ambas as tentativas fracassaram. Poucos dias depois, ele foi longínquo sob criminação de “gestão temerária”.
Ruptura com o BTG Pactual e fundos bloqueados
O BTG Pactual, que distribuía investimentos da Apex, rescindiu a parceria e suspendeu, em 7 de agosto, os resgates do BRM Carbyne Crédito Estruturado. Esse fundo é governado pelo banco e gerido pela Carbyne, empresa ligada ao grupo capixaba.
Em junho, o fundo tinha R$ 148 milhões e 855 investidores. Quando os resgates foram suspensos, os valores já haviam subido para R$ 160,5 milhões e 909 cotistas. Apesar do patrimônio, unicamente R$ 220,8 milénio estavam disponíveis imediatamente — tapume de 0,15% do totalidade registrado em junho.
O Carbyne Crédito Estruturado aplica em cotas de outros fundos que compram direitos de receber pagamentos, porquê dívidas e parcelas futuras. Quase todo o verba estava concentrado em nove fundos da Contea Capital, gestora posteriormente comprada pela Apex. A maior emprego, de R$ 104,1 milhões, estava em um fundo com prazo de cinco anos e unicamente um investidor.
Ao todo, a Carbyne administrava tapume de 28 fundos ligados a diferentes tipos de investimento. Os dados foram reportados à Percentagem de Valores Mobiliários (CVM).
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https://www.contrafatos.com.br/master-capixaba-crise-bilionaria-da-apex-partners-no-es-tem-filhos-de-aliados-de-lula-e-de-governador-entre-socios//Manadeira/Créditos -> CONTRA FATOS
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