Polícia Federalista aponta mensagem de Jaques Wagner a ex-sócio do Banco Master uma vez que evidência de alinhamento com interesses da instituição financeira
Por ContraFatos 22/06/2026 Atualizado em 22/06/2026
Polícia Federalista aponta padrão de atuação do senador petista em obséquio da instituição financeira entre 2022 e 2025
A Polícia Federalista incorporou ao sindicância da Operação Compliance Zero um áudio enviado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) a Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Na gravação transcrita pelos investigadores e revelada pelo jornal O Estado de S.Paulo, o parlamentar demonstra interesse direto na situação da instituição financeira e menciona também as eleições municipais de 2024.
“Oi, Guga. (…) Vamos marcar que eu precisava conversar com você para saber uma vez que estão as coisas do banco”, disse o petista, conforme transcrição reproduzida pela PF. “Quero lhe passar uma vez que é que estão as questões da eleição.”
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Investigação aponta conduta contínua, não incidente só
Em seu relatório, a corporação sustenta que as mensagens encontradas nos celulares apreendidos revelam um padrão de atuação do senador em pautas de interesse do Banco Master. Os elementos reunidos indicariam que Wagner teria exercido o procuração “de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master” entre 2022 e 2025.
A PF enfatiza que a conduta identificada não se limitaria a um vestimenta pontual, mas a uma sequência de contatos e iniciativas documentadas ao longo de todo o período investigado. A conversa integra a apuração da Operação Compliance Zero, voltada a investigar suspeitas de favorecimento ao Master e possíveis repasses de vantagens indevidas a agentes públicos.
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Reunião no gabinete do senador em Brasília
Segundo trechos da investigação, Augusto Lima procurou Jaques Wagner em agosto de 2024 para marcar um encontro. No dia seguinte à troca de mensagens, os dois confirmaram uma reunião no gabinete do senador, na capital federalista.
A PF ressalta que o diálogo aconteceu justamente no período em que tramitava no Senado uma proposta para ampliar a cobertura individual do Fundo Garantidor de Crédito — medida considerada favorável ao Banco Master.
Emenda relacionada ao tema foi encaminhada posteriormente encontro
De harmonia com os investigadores, logo posteriormente a reunião no gabinete, Augusto Lima enviou ao senador informações sobre uma emenda relacionada ao tema em discussão. Para a corporação, essa sequência de eventos reforça a tese de que havia um vínculo operacional entre o parlamentar e os interesses da instituição financeira.
Resguardo nega qualquer irregularidade
A resguardo de Jaques Wagner nega irregularidades e sustenta que “nunca houve atuação, intermediação, negócio ou tratativa envolvendo projetos do Banco Master”. O senador mantém a posição de que suas atividades parlamentares foram exercidas dentro da normalidade institucional.
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