Advogada da pré-campanha de Flávio Bolsonaro classifica porquê proibido e inconstitucional a decisão de Moraes que proíbe visitas ao ex-presidente por 90 dias
Por ContraFatos 13/07/2026 Atualizado em 13/07/2026
Advogada da pré-campanha do senador afirma que proibição de visitas viola a Constituição e a Lei de Realização Penal
A proibição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), que impede o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo período de 90 dias, gerou potente reação da equipe jurídica do parlamentar. A advogada Tracy Reinaldet, que integra a pré-campanha de Flávio, se manifestou nesta segunda-feira (13) classificando a medida porquê contrária à legislação e à Epístola Magna brasileira.
Motivo da restrição determinada por Moraes
A suspensão das visitas teve porquê mecha a divulgação, por Flávio Bolsonaro, de uma missiva escrita pelo ex-presidente. Além de barrar o contato presencial entre pai e rebento, Moraes determinou prazo de 48 horas para que a resguardo apresente explicações sobre a publicação do documento. O ministro passou a determinar provável descumprimento das medidas cautelares que recaem sobre Bolsonaro.
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Resguardo aponta violação de direitos do recluso
Em nota divulgada publicamente, Tracy Reinaldet sustentou que a decisão retira do ex-presidente direitos assegurados pela Lei de Realização Penal, entre eles o de receber visitas de familiares e manter informação com o mundo exterior. A advogada ressaltou ainda que Flávio exerce a função de legista do próprio pai, estado que, em sua avaliação, agrava a irregularidade da proibição.
“Ao proibir o Senador Flávio Bolsonaro de visitar o pai, a decisão do Ministro Alexandre de Moraes acaba por desrespeitar não só a Lei de Realização Penal e o Regimento da Advocacia, mas também a Constituição.”
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Argumento da incomunicabilidade inconstitucional
A resguardo trouxe ainda um argumento histórico-jurídico relevante. Segundo Tracy, embora o Código de Processo Penal tenha chegado a prever a incomunicabilidade do recluso em seu cláusula 21, essa prática é vista porquê inconstitucional desde a promulgação da Constituição de 1988, conforme entendimento consolidado pelo próprio STF. Na visão da advogada, a decisão de Moraes aproxima Jair Bolsonaro dessa situação de isolamento comunicacional.
“O Código de Processo Penal chegou a prever a incomunicabilidade do recluso (art. 21 do Código de Processo Penal). Desde a proclamação da Constituição de 1988, deixar o recluso incomunicável sempre foi visto pelo Supremo Tribunal Federalista porquê um tanto inconstitucional. No entanto, a decisão de hoje aproxima o Presidente Jair Bolsonaro da incomunicabilidade.”
Medidas judiciais serão tomadas para volver a decisão
A advogada anunciou que providências jurídicas já estão sendo planejadas com o objetivo de derrubar a proibição. Mesmo diante da sisudez da situação, Tracy Reinaldet fez questão de enfatizar o saudação às instituições ao legar os próximos passos.
“Sempre respeitando as instituições, as medidas judiciais serão tomadas para volver essa situação proibido e inconstitucional.”
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