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Ministério Público de Santa Catarina encerra caso do cão Ouvido posteriormente laudos afastarem maus-tratos
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Depois de meses de apuração, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento do caso envolvendo o cão Ouvido. O órgão concluiu que não houve maus-tratos e atribuiu a morte do bicho a uma infecção grave preexistente. O pedido foi guiado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Puerícia, na sexta-feira, 8.
Segundo o MPSC, a investigação identificou falhas relevantes na reconstrução da risca do tempo usada no início do caso. Um dos principais pontos foi a constatação de que vídeos utilizados na apuração apresentavam um erro de 30 minutos, causado pelo avanço do sistema de um condomínio. Para o órgão, essa diferença ficou evidente pelas próprias condições de luminosidade registradas nas imagens.
Contradições enfraquecem versão de agressão ao cão Ouvido
O relatório do Ministério Público afirma que depoimentos e registros reunidos ao longo da apuração afastam a versão de que o cão e os adolescentes investigados estiveram juntos no mesmo espaço da orla no momento assinalado nas denúncias. De convenção com a estudo, Ouvido ainda apresentava plena capacidade motriz e padrão normal de deslocamento murado de uma hora posteriormente o horário em que a suposta agressão teria ocorrido.
Outro ponto investigado foi a denúncia de filtração contra o porteiro do condomínio ligado ao caso. Conforme o MPSC, o incidente não configurou intimidação relevante para o curso do sindicância. O órgão classificou a situação porquê um desentendimento ocorrido seis dias antes da preâmbulo formal da investigação, sem consequências posteriores significativas.
Redes sociais e relatos indiretos influenciaram o caso do cão Ouvido
O Ministério Público também declarou que não encontrou imagens nem testemunhos diretos que comprovassem a presença de Ouvido na filete de areia da Praia Brava no horário investigado. Na avaliação dos promotores, boatos e narrativas disseminadas nas redes sociais acabaram influenciando negativamente a meio do caso.
No relatório, o órgão observou que a tese de agressão passou a lucrar força a partir de comentários de terceiros e publicações replicadas online, sem base probatória suficiente. A promotoria destacou que muitas das informações circularam a partir de expressões porquê “ouvi proferir” e “vi nas redes sociais”, sem confirmação material.
Diante disso, além do pedido de arquivamento, o MPSC determinou o envio de cópias do processo à Corregedoria da Polícia Social de Santa Catarina, que deverá investigar possíveis falhas na investigação. O material também será guiado à 9ª Promotoria de Justiça da Capital, que vai apurar eventual divulgação indevida de informações sigilosas, principalmente envolvendo o juvenil investigado.
Laudos veterinários foram decisivos no desfecho do caso
Os laudos periciais tiveram peso médio para a desenlace do Ministério Público. Os exames não apontaram lesões compatíveis com agressão humana, tampouco fraturas ou sinais de violência recente. Em vez disso, os peritos identificaram um quadro de osteomielite no maxilar esquerdo do bicho, uma infecção óssea grave e de evolução prolongada.
De convenção com o MPSC, as imagens anexadas ao processo mostraram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação compatíveis com infecção crônica. O órgão também afirmou que a localização da ferida, aquém do olho esquerdo, coincide com o edema observado pelo veterinário que prestou atendimento ao cão.
MPSC também apura desdobramentos paralelos do caso Ouvido
O Ministério Público informou ainda que abrirá um novo procedimento para investigar a monetização de conteúdos falsos relacionados ao caso nas redes sociais. A medida procura esclarecer se houve exploração indevida da repercussão pública com base em informações sem comprovação.
No mesmo relatório, o órgão tratou também da suspeita de agressão a outros cães, conhecidos porquê Caramelo. Nesse ponto, a investigação também não encontrou indícios de violência. Um dos animais chegou a ser adotado pelo ex-delegado-geral da Polícia Social Ulisses Gabriel, que se tornou claro de uma ação de improbidade administrativa em abril por motivo de sua atuação no caso. Segundo o MPSC, a própria polícia esclareceu que os jovens exclusivamente brincavam com um dos cães na praia e que não houve tentativa de afogamento.
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https://www.newsatual.com/ministerio-publico-de-santa-catarina-caso-orelha//Manadeira/Créditos -> SITE NEWS ATUAL
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