Funkeiro foi recluso na Operação Narco Fluxo junto com outros 30 suspeitos, incluindo MC Poze do Rodo; esquema usava bets, rifas digitais e criptomoedas
Uma estrutura criminosa estimada em mais de R$ 260 bilhões em movimentações financeiras tinha porquê principal beneficiário e líder o funkeiro Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, segundo apurações da Polícia Federalista. O artista, um dos nomes mais conhecidos do funk brasílico, foi suspenso temporariamente nesta quarta-feira (15), durante a Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão de 31 pessoas — entre elas o também cantor MC Poze do Rodo.
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Entre no grupo
Esquema bilionário com apostas ilegais, rifas digitais e criptoativos
De convénio com as investigações, o grupo operava um sistema paralelo de circulação de numerário que combinava espécie, transferências bancárias e criptoativos — com destaque para uma criptomoeda chamada Tether. A exploração de apostas ilegais e rifas digitais constituía a base do esquema, que também apresentava possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.
A Operação Narco Fluxo é desdobramento direto de apurações anteriores, nomeadamente as operações Narco Vela e Narco Bet — esta última levou à prisão do influenciador Buzeira. As estimativas da PF apontam que os valores movimentados pelo grupo ultrapassaram R$ 260 bilhões.
Empresas do setor artístico porquê frente
Segundo a Polícia Federalista, MC Ryan utilizava empresas vinculadas à produção músico e ao entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos de origem ilícita. Entre os mecanismos adotados estavam o uso de “laranjas”, a transferência de bens a terceiros e a compra de ativos de cimo valor — estratégias de blindagem patrimonial destinadas a ocultar a verdadeira proveniência do numerário.
Operadores financeiros no núcleo do grupo
Tiago de Oliveira — gestão financeira
Ao lado de Ryan, atuava Tiago de Oliveira, descrito porquê responsável pela gestão financeira e redistribuição de recursos. As mensagens acessadas pela PF revelaram sua participação direta em negociações imobiliárias e transações em obséquio do funkeiro.
“As mensagens acessadas pela Polícia Federalista revelaram que Tiago teria atuado em diversas tratativas financeiras e imobiliárias em obséquio de Ryan, dentre elas a negociação de um imóvel de cimo padrão, demonstrando ciência das irregularidades da cárcere de propriedade, assumindo papel de pessoa interposta e facilitadora para viabilizar o controle do muito antes da posse formal, contribuindo para a fisionomia de regularidade da operação”, diz a investigação.
Rodrigo de Paula Morgado — contador e articulador
Outro nome mediano é Rodrigo de Paula Morgado, indicado porquê contador e articulador das movimentações financeiras e das estratégias de ocultação patrimonial. Já recluso durante a Operação Narco Bet, Morgado é investigado por suspeita de relação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
A Polícia Federalista identificou que ele viabilizava repasses em nome de terceiros e oferecia serviços de gestão financeira ao grupo, abrangendo desde ocultação de patrimônio até evasão fiscal.
“Investigações conexas também o vincularam a atividades de suporte financeiro a outras organizações criminosas investigadas no bojo da Operação Narco Bet, o que reforça sua posição de intermediador de Ryan”, afirma a PF.
‘Belga’: o gavinha entre as plataformas ilegais e a organização
Alexandre Paula de Sousa Santos, espargido porquê Belga, era o responsável por intermediar contratos e pagamentos entre plataformas ilegais de apostas e a estrutura comandada por Ryan. Cândido de prisão temporária e procura e mortificação, Belga recebia valores de processadoras de pagamentos e os repassava a empresas do artista e a outros operadores.
“Ao que consta, Alexandre teria mantido intensa movimentação em sua conta bancária, realizando repasses de valores para sociedades vinculadas a Ryan e outros colaboradores. Os extratos obtidos evidenciaram, ainda, centenas de transferências fracionadas em pequenas quantias, padrão patível com técnicas de estruturação (smurfing)”, diz a investigação.
Rede ampla com ramificações nacionais e internacionais
A engrenagem ia além dos operadores financeiros diretos. Intermediários, gestores de empresas de frente e responsáveis pela pulverização de valores em múltiplas contas compunham a estrutura. Essa prática de fracionamento, conhecida porquê “smurfing”, é uma técnica clássica de lavagem de numerário.
Agentes de notícia e marketing do dedo também faziam segmento do esquema, com a função de promover plataformas ilegais e blindar a imagem dos envolvidos perante o público.
As investigações apontam ainda indícios de conexões internacionais, com envio de recursos para o exterior e participação de empresas estrangeiras no processamento de pagamentos.
Conforme a Justiça, o esquema liderado por Ryan mantém “estrutura empresarial e rede de operadores que viabilizam a circulação e ocultação de valores provenientes da exploração sistemática de apostas ilegais e rifas digitais em graduação vernáculo e internacional”.
Consumição de bens de luxo
Durante a Operação Narcofluxo, a Polícia Federalista apreendeu carros de luxo, armas, numerário em espécie, bolsas e relógios no Rio de Janeiro.
O que diz a resguardo
A resguardo de MC Ryan informou que todos os valores que transitam nas contas do funkeiro “possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos”.
Veja também
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https://www.contrafatos.com.br/mc-ryan-e-apontado-como-lider-de-organizacao-que-movimentou-r-260-bilhoes-em-lavagem-de-dinheiro-diz-policia-federal//Manadeira/Créditos -> INFOMONEY





