Ator afirma evitar debates políticos, mas reforça posicionamento conservador e reclama de estigmas no meio artístico
O ator Juliano Cazarré voltou a comentar sua visão política e a forma uma vez que lida com o tema atualmente. Em entrevista concedida ao portal Quem na última quinta-feira (19), ele afirmou que tem preposto manter discrição, principalmente em seguida ser rotulado por não seguir a risca preponderante entre colegas da classe artística.
Discrição em seguida repercussões
Apesar de não se distanciar de suas opiniões, o ator explicou que reduziu a frequência com que aborda política, inclusive nas redes sociais. Segundo ele, a exposição anterior trouxe consequências.
“Política, eu evito falar. Se você for pegar lá no meu Instagram, vai ver que tem muito pouco nos últimos anos. Mas eu fiquei marcado por ser uma pessoa que não é de esquerda, (…) É uma posição que pouquíssimos atores têm coragem de expressar, embora eu conheça vários que também não são, mas ficam na moita por pavor da repercussão negativa, do cancelamento, de perder publicidade. Essa dimensão da política ocupa muito pouco espaço nas minhas redes sociais”, ressaltou.
Resguardo de um padrão de país
Mesmo adotando um tom mais reservado, Cazarré reafirmou suas convicções ao falar sobre o que considera ideal para o Brasil. Ele destacou a procura por um país mais justo e com maior liberdade individual.
“Eu só queria um país mais livre, um Estado que não gastasse tanto com mordomias e coisas inúteis, um Estado justo, que prendesse bandido e não soltasse”, declarou o ator, que tem 45 anos.
Críticas ao papel do Estado
Ao detalhar sua visão, o artista defendeu um padrão em que a população tenha maior protagonismo e autonomia, criticando o que enxerga uma vez que excesso de privilégios na estrutura pública.
“Eu acredito em um país que é construído do povo para cima, onde cada pessoa tenha mais liberdade e poder para resolver sobre a própria vida. Um país onde os governantes trabalhem para o povo e não o contrário, uma vez que acontece no Brasil, em que toda a população sustenta uma raça de pessoas que tem uma vida muito dissemelhante do resto do povo. A gente trabalha para sustentar o Estado, os benefícios, a segurança, os auxílios, as mordomias, as viagens, os congressos de uma classe de poderosos e eu acho isso muito ruim. Mas, mesmo assim, eu não falo de política o tempo todo”, destacou.
Reações do público
O posicionamento político do ator frequentemente gera comentários nas redes sociais. Ainda assim, ele afirma perceber uma mudança recente na recepção do público.
“Às vezes aparece alguém que não me conhece e faz qualquer glosa negativo. Mas o que me importa é que eu saio na rua todos os dias e só recebo carinho. Pessoas que gostam de mim, que gostam que eu fale de Deus. (…) Se tem alguma hostilidade, é sempre nas redes sociais, geralmente perfil falso. Com o tempo, a gente aprende a não vincular, a não levar para o coração”, afirmou.
Ele também destacou a prestígio de evitar polarizações constantes:
“Eu tento falar menos de política porque tem pessoas que também não concordam com a minha visão política, mas me seguem e gostam do meu trabalho. Não quero permanecer nessa peleja de direita e esquerda o tempo todo. Acho isso estúpido. A vida é muito maior do que isso. Todo mundo tem muito mais coisa que aproxima do que afasta”, concluiu.
Próximos passos na curso
Além das declarações, Cazarré segue ativo profissionalmente. Ele renovou contrato com a TV Mundo no dia 6 de março e já está confirmado no elenco de Avenida Brasil 2, com estreia prevista para janeiro de 2027.
Na novidade temporada da romance, o ator voltará a interpretar Adauto, personagem que marcou sua curso na versão original exibida em 2012.
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