Suspeita envolve entrada proibido a dados por servidores da Receita Federalista e do Coaf
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), avalia a exórdio de um interrogatório para apurar uma suposta quebra proibido de sigilo fiscal envolvendo ministros da Golpe. A informação foi divulgada pelo portal Poder360 e aponta para possíveis acessos indevidos a dados bancários e fiscais por servidores da Receita Federalista e do Juízo de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
De convenção com a reportagem, ao menos dois ministros podem ter sido diretamente afetados, embora haja suspeitas mais amplas de que outros integrantes do tribunal também tenham tido dados acessados. Procurado, o STF informou que não comenta a eventual instauração de investigações e reiterou que ministros não costumam se manifestar previamente sobre esse tipo de decisão.
Entrada restrito e suspeita de ilegalidade
A suspeita médio é de que informações protegidas por sigilo tenham sido consultadas fora das hipóteses legais. Os sistemas da Receita Federalista e do Coaf possuem entrada restrito a servidores autorizados, com registros feitos por meio de senhas individuais, o que, em tese, permite rastrear eventuais consultas irregulares.
Internamente, segundo o site, cresce a avaliação de que a situação exige apuração formal para esclarecer se houve violação de sigilo funcional e uso indevido de dados fiscais e financeiros.
Contrato da esposa de Moraes entrou no debate
O debate sobre verosímil quebra de sigilo ganhou força em seguida reportagens recentes trazerem à tona informações pessoais e patrimoniais de ministros ou de seus familiares. No caso de Alexandre de Moraes, foi noticiado um contrato firmado por sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master, no valor totalidade de R$ 129 milhões, com vigência de três anos.
Embora o contrato em si não contenha dados sigilosos, reportagens também divulgaram detalhes do funcionamento financeiro do escritório, informações que, segundo avaliações internas, poderiam ter sido obtidas exclusivamente por meio de sistemas controlados pela Receita Federalista ou pelo Coaf.
Caso Toffoli também é citado
Situação semelhante teria ocorrido em reportagens envolvendo o ministro Dias Toffoli. Matérias citaram empresas ligadas a familiares, uma vez que um resort e uma incorporadora em Ribeirão Simples (PR), que receberam investimentos de um fundo conectado, por meio de uma calabouço financeira, à estrutura utilizada pelo Banco Master.
Os dados divulgados incluíam informações sobre operações financeiras que, em tese, só estariam disponíveis em bases da Receita Federalista ou do Coaf, o que reforçou as suspeitas internas sobre verosímil entrada irregular.
Autoridades envolvidas e contexto do Banco Master
Os ministros não confirmaram oficialmente a ocorrência de quebra de sigilo, mas, segundo o Poder360, há uma manante dentro do STF que defende a exórdio de interrogatório para esclarecer os fatos.
Atualmente, a Receita Federalista é chefiada por Robinson Barreirinhas, subordinado ao ministro da Quinta, Fernando Haddad. O Coaf é comandado por Ricardo Andrade Saadi e está ligado administrativamente ao Banco Medial, presidido por Gabriel Galípolo.
As reportagens surgiram no contexto do caso Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Medial em novembro de 2025. O fundador do banco, Daniel Vorcaro, foi recluso na mesma data e hoje responde em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica.
No Supremo, Dias Toffoli atua uma vez que relator do caso envolvendo o banco, enquanto Alexandre de Moraes passou a ser objectivo de críticas em razão da atuação profissional de sua esposa uma vez que advogada da instituição.
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https://www.contrafatos.com.br/stf-suspeita-que-coaf-e-receita-quebraram-sigilo-de-ministros-e-moraes-pode-abrir-investigacao//Natividade/Créditos -> INFOMONEY







