Lula diz que alertou Moraes sobre desgaste no caso Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, que conversou diretamente com o ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Alexandre de Moraes sobre o caso Master. Segundo o presidente, ele alertou o magistrado sobre o desgaste institucional do incidente e sugeriu que, diante das conexões familiares com o caso, adotasse uma posição formal de impedimento. A enunciação foi dada em entrevista ao ICL Notícias e reproduzida por diferentes veículos.
Lula relatou que disse a Moraes que sua atuação nos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro havia consolidado uma imagem de firmeza pública, e que essa trajetória não deveria ser afetada pelo progresso das suspeitas em torno do Banco Master e de seu fundador, Daniel Vorcaro. Na entrevista, o presidente afirmou que recomendou ao ministro uma resposta clara à sociedade, inclusive com eventual enunciação de impedimento caso houvesse vínculo familiar com o processo.
O caso ganhou novo peso político posteriormente a divulgação de informações sobre a relação contratual entre o Banco Master e o escritório de advocacia ligado à advogada Viviane Barci, esposa de Moraes. Reportagens publicadas nesta quarta-feira informam que o contrato previa pagamentos mensais milionários, enquanto dados enviados à CPI do Transgressão Organizado apontam repasses de muro de R$ 80 milhões ao escritório entre 2024 e 2025.
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Ao comentar o incidente, Lula indicou que o caso pode lucrar grande repercussão em ano eleitoral e ser explorado politicamente pela oposição. Ainda assim, afirmou que a preservação da credibilidade institucional do STF exige transparência e apuração. A fala do presidente reforça a leitura de que o escândalo deixou de ser exclusivamente um problema jurídico e passou a produzir efeitos políticos diretos sobre o Planalto e a Suprema Namoro.
O presidente também defendeu o aprofundamento das investigações sobre Daniel Vorcaro, recluso desde março, e disse que ainda há pontos obscuros a serem esclarecidos sobre a origem de recursos e possíveis operações ligadas ao banco. Na entrevista, Lula afirmou que as apurações devem continuar sem restrições, independentemente dos nomes envolvidos, e sustentou que a sociedade precisa saber a extensão real das irregularidades.
Ao mesmo tempo, o caso amplia a pressão sobre autoridades que orbitam o sistema financeiro e o Judiciário. O noticiário recente também registra reuniões entre o presidente do Banco Médio, Gabriel Galípolo, e Moraes em período coincidente com discussões sobre o porvir da instituição financeira, embora não haja, até cá, confirmação de atuação irregular. A Procuradoria-Universal da República já havia arquivado pedido de investigação sobre o ministro por falta de indícios de ilicitude.
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