Em meio à pressão para que o Irã aceite um conciliação para penetrar o Estreito de Ormuz, o presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (6) que o país inteiro pode ser destruído em uma noite.
“Essa noite pode ser amanhã”, disse o republicano em pronunciamento à prelo, dando novo prazo para seu ultimato à liderança pérsico: esta terça (7), às 21h pelo horário de Brasília.
Durante o pronunciamento, Trump falava ao lado do secretário de Resguardo, Pete Hegseth, do general Dan Caine, dirigente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, e de John Ratcliffe, diretor da CIA.
Trump afirmou que, caso não haja um conciliação considerado satisfatório para os Estados Unidos, o Irã será fortemente atingido em seus principais pilares de infraestrutura, uma vez que vegetação energéticas e pontes, e que tem a intenção de mandar o país “de volta à idade da pedra”, com uma reconstrução totalidade que poderia demorar mais de 20 anos.
O tom das declarações foi o mais invasivo desde o início do conflito, deflagrado em fevereiro com a morte do líder supremo Ali Khamenei.
No início da fala, Trump detalhava o resgate dos aviadores americanos das quais caça foi atingido por forças do Irã na sexta (3).
Segundo ele, a operação para resgatar os dois tripulantes envolveu 155 aeronaves e ações para despistar os iranianos.
As equipes permaneceram sob ataque por aproximadamente sete horas. O resgate bem-sucedido foi usado por Trump uma vez que prova da capacidade operacional americana, mas também uma vez que justificativa para intensificar as ameaças.
Antes da coletiva, Trump já havia postado em sua rede Truth Social que a terça seria o “Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã”.
Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente prometeu destruir todas as usinas elétricas iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto no prazo.
O estreito, por onde passa murado de 20% do petróleo comercializado no mundo, foi bloqueado pelo Irã uma vez que retaliação às operações militares americanas.
Trump enquadrou o Irã uma vez que “malvado” e listou as ameaças, mas também sinalizou anfibologia. Em declarações ao meio Fox News, afirmou que o Irã “está negociando” e que um conciliação ainda pode estar próximo.
Mais cedo, externou a proposta de cessar-fogo de 45 dias em discussão uma vez que “um passo muito significativo”, mas alegou que ainda não é suficiente para fechar o conflito.
A escalada das ameaças de Trump abriu pânico nos mercados financeiros globais. O petróleo tipo Brent disparou 7,63%, alcançando US$ 108,88 o barril, enquanto o West Texas Intermediate subiu 9,55%, atingindo US$ 109,68.
No Brasil, o dólar registrou subida, com impacto direto na inflação e nos custos de importação, sobretudo no setor de combustíveis.
O Irã não recuou. Teerã rejeitou o prazo e prometeu resposta às ameaças americanas. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, já acumula mais de 1.750 civis mortos em território iraniano, segundo levantamentos independentes.
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