A recente emissão de uma nota solene pela Secretaria de Notícia (Secom) do Supremo Tribunal Federalista (STF) sobre o ministro Alexandre de Moraes tornou-se mira de questionamentos a saudação dos limites da atuação da assessoria institucional da Namoro. O jornalista David Ágape levantou críticas sobre o uso da estrutura de notícia do tribunal para tratar de assuntos ligados a um gabinete específico.
A nota em questão foi publicada para negar que o ministro Alexandre de Moraes tivesse mantido contato com o banqueiro Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão do empresário. No entanto, a enunciação foi posteriormente contrariada por uma reportagem do jornal O Mundo, que noticiou que mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro por meio de um software pericial da Polícia Federalista, apresentando o nome e o número de Moraes visíveis no material.
O enviado da Secom trazia a informação de que foi divulgado “por solicitação do gabinete do ministro Alexandre de Moraes”. Para Ágape, a situação é problemática, pois a função da secretaria deveria ser a de remeter as ações do tribunal de forma universal, e não atuar porquê assessoria individual de gabinetes.
Histórico da chefia da Secom
Em suas críticas, o jornalista também destacou o comando da Secom do STF, atualmente chefiada por Giselly Siqueira, que é nora da jornalista Míriam Leitão e esposa do repórter Vladimir Netto.
A publicação relembrou outros episódios envolvendo Siqueira e o ministro Alexandre de Moraes:
Segundo um prova prestado no Senado por Eduardo Tagliaferro, Siqueira teria atuado porquê um filtro estratégico no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022.
Tagliaferro alegou que pedidos de remoção de conteúdos eram enviados ao núcleo de Moraes por meio de aplicativos de mensagens, fora dos trâmites judiciais oficiais, e que a gerente de notícia centralizava essas demandas.
O jornalista também citou que, em 17 de fevereiro, a Secom do STF divulgou os nomes de quatro servidores da Receita Federalista que estavam sendo investigados por um suposto vazamento de dados fiscais de ministros.
Essa investigação contra os servidores foi ensejo de ofício por Alexandre de Moraes, no contextura do Sindicância das Fake News.
Até o momento, o STF não se manifestou oficialmente sobre as críticas à atuação de sua Secretaria de Notícia institucional.
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