Diretor da CNTTL convoca caminhoneiros a cruzarem os braços para pressionar Alcolumbre a votar a MP do Frete no Senado
Por ContraFatos 12/07/2026 Atualizado em 12/07/2026
Categoria pressiona Senado para votar MP do Frete antes do prazo de validade em 16 de julho
A mobilização dos caminhoneiros em torno da MP do Frete ganhou um novo capítulo com um apelo direto do diretor da Confederação Pátrio dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Litti Dahmer, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em vídeo publicado nas redes sociais, o dirigente convocou caminhoneiros de todo o Brasil a paralisarem suas atividades porquê forma de pressão pela votação da medida provisória 1343.
Três semanas de vigília em Brasília
Segundo Dahmer, lideranças da categoria estão instaladas na capital federalista há três semanas para prometer que a proposta seja levada ao plenário. Na gravação, ele fez um apelo enfático aos trabalhadores que estão espalhados pelo país:
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“Não arredamos o pé de Brasília há três semanas para que essa medida provisória seja votada e aprovada em obséquio da categoria. Agora, precisamos que você, que está em lar ou em qualquer outro ponto do país, cruze os braços. Pare. Dê o sinal para Alcolumbre de que quem manda também no Congresso é o povo, são os trabalhadores.”
Prazo apertado: MP engelhada em 16 de julho
A urgência se justifica pelo calendário. Editada pelo presidente Lula em março, a medida provisória perde involuntariamente a validade caso não seja aprovada pelo Senado até o dia 16 de julho. A publicação do texto pelo governo ocorreu justamente em um contexto de ameaças de paralisação por segmento dos caminhoneiros.
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Aprovação na Câmara e polêmicas no texto
A Câmara dos Deputados aprovou a proposta em junho, mas o texto ganhou contornos que ampliaram a controvérsia. Os parlamentares incluíram a anistia a multas aplicadas a caminhoneiros que participaram dos bloqueios de rodovias depois as eleições de 2022. Ou por outra, foram incorporadas mudanças nas regras sobre excesso de fardo e multas de trânsito.
Setor empresarial critica impacto nos custos
Entidades representativas do setor produtivo, porquê a Fiesp e a CNI, se posicionaram contra o projeto. As organizações argumentam que as novas regras previstas na MP do Frete podem provocar aumento nos custos do transporte de cargas, gerando impacto em toda a enxovia logística do país.
A tensão entre a categoria e o Congresso segue crescendo à medida que o prazo final se aproxima, sem que Alcolumbre tenha sinalizado a inclusão da material na taxa de votações do Senado.
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