Ministro do STF quer desenlace da Operação Sisamnes e estudo sobre manutenção de prisão preventiva
O ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF), Cristiano Zanin, determinou que a Polícia Federalista (PF) apresente, no prazo de 30 dias, um relatório final sobre a investigação que apura a suposta venda de sentenças envolvendo gabinetes de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A medida tem porquê objetivo apressar o desfecho da chamada Operação Sisamnes, que investiga a provável negociação de decisões judiciais em troca de vantagens.
Investigado segue recluso
O principal investigado no caso é Andreson de Oliveira Gonçalves, assinalado porquê lobista. Ele foi recluso na primeira temporada da operação, em novembro de 2024. Depois três meses em prisão domiciliar, voltou ao regime de prisão preventiva em decorrência de novidade ação da PF.
A resguardo sustenta que ele enfrenta consequências mais severas, pois permanece impedido desde 26 de novembro de 2024 enquanto a investigação ainda não foi concluída.
Na decisão, Zanin destacou que o “relatório ilativo ou circunstanciado” deve trazer sintoma explícita sobre o interesse nas investigações, mormente no que diz saudação às hipóteses investigativas envolvendo Andreson.
O ministro também determinou que a poder policial informe se há urgência de manutenção da prisão preventiva.
Resguardo critica lentidão
Os advogados de Andreson — Eugênio Pacelli de Oliveira e Luís Henrique César Prata — afirmaram que a PF não apresentou o relatório final no prazo inicialmente previsto.
Segundo a resguardo, “lamentavelmente, a Polícia Federalista não apresentou, no prazo estipulado, o relatório final das investigações, sendo o ora defendente (Andreson) quem suporta, de forma mais gravosa, as consequências dessa preterição, por ser o único investigado que se encontra recluso desde 26 de novembro de 2024”.
A informação foi divulgada pelo Estadão.
Origem da investigação
A Operação Sisamnes teve início depois a consumição do celular do jurista Roberto Zampieri, em novembro de 2024. Conversas encontradas no aparelho indicariam que Andreson atuava porquê intermediário em negociações para compra de decisões judiciais no STJ e em outros tribunais.
De combinação com as apurações, ele teria repassado minutas antecipadas de sentenças e afirmado possuir influência junto a ministros.
Relatório parcial ampliou suspeitas
Em relatório parcial divulgado em outubro de 2025, a Polícia Federalista apontou a existência de um esquema de venda de sentenças em diferentes gabinetes e sugeriu a ampliação das investigações, inclusive sobre ao menos uma filha de ministro do STJ.
O documento reforçou a urgência de aprofundar a apuração para identificar outros possíveis beneficiários do suposto esquema.
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