Presidente da Unafisco será ouvido em seguida questionar medidas determinadas por Alexandre de Moraes
O presidente da Associação Pátrio dos Auditores Fiscais da Receita Federalista (Unafisco), Kléber Cabral, foi intimado nesta quinta-feira, 19, a prestar prova à Polícia Federalista no interrogatório que investiga suposto chegada indevido a dados fiscais protegidos de ministros do Supremo Tribunal Federalista e familiares.
Segundo O Mundo, o prova foi agendado para esta sexta-feira, 20, por videoconferência. A convocação ocorreu em seguida Cabral conceder entrevistas a veículos de prelo comentando o caso do auditor Ricardo Mansano de Moraes, um dos servidores investigados.
Durante as declarações públicas, Cabral classificou uma vez que desproporcionais as medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Universal da República, e afirmou que elas teriam efeito intimidatório sobre o funcionalismo.
Operação durante o Carnaval
Na terça-feira, 17, quatro servidores da Receita Federalista foram branco de mandados de procura e consumição. A operação ocorreu durante o feriado de Carnaval, por preceito de Moraes.
Os investigados foram afastados de suas funções, passaram a usar tornozeleira eletrônica, tiveram passaportes cancelados e ficaram proibidos de deixar suas residências no período noturno.
Ao comentar as medidas, Cabral declarou que elas poderiam servir para “fabricar um exposição de vítima de que o STF foi atacado”. Ele afirmou ainda: “A nossa percepção é que o objetivo é intimidatório porque as medidas foram muito desproporcionais”.
O caso Mansano de Moraes
O foco das críticas do presidente da Unafisco foi o auditor Ricardo Mansano de Moraes. Segundo Cabral, o servidor teria acessado por ilusão a enunciação fiscal de Maria Carolina Feitosa, ex-enteada do ministro Gilmar Mendes, ao confundi-la com a esposa de um ex-colega de trabalho.
Cabral argumentou que os sistemas internos da Receita Federalista registram detalhadamente todas as ações dos usuários, incluindo tempo de permanência em telas, sensação e eventual compartilhamento de dados. De convenção com ele, Mansano não teria ultrapassado a tela inicial nem repassado informações a terceiros.
“Os sistemas da Receita mostram tudo que a pessoa fez. Não dá para ter incerteza se olhou, se printou, se mandou imprimir, quantos segundos ficou em cada tela, tudo isso a Receita guarda e registra para uma futura apuração. Mas existe qualquer oferecido vazado dessa pessoa (Maria Carolina)? Não. Portanto não tem zero a ver com essa história”, afirmou.
O dirigente classificou o incidente uma vez que um “falso positivo”, sustentando que não há indícios de divulgação ou uso indevido das informações acessadas.
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