Rodrigo Pimentel afirma que ex-ministro ignorou enfrentamento estratégico ao delito organizado
O ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Rodrigo Pimentel fez duras críticas à atuação de Ricardo Lewandowski primeiro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo Pimentel, as políticas defendidas pelo ex-ministro não priorizaram o combate estratégico ao delito organizado e se afastaram de práticas consideradas eficazes na espaço da segurança pública.
As declarações vêm sendo reiteradas por Pimentel em análises feitas em podcasts de grande audiência, nas quais ele avalia a meio da pasta durante a gestão de Lewandowski, que pediu destituição do função na quinta-feira (8).
Foco insuficiente em facções criminosas
De contrato com o ex-capitão do Bope, Lewandowski falhou ao não enfrentar de forma direta o domínio territorial exercido por facções criminosas, uma vez que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.
Pimentel afirma que essas organizações deixaram de atuar unicamente no tráfico de drogas e passaram a explorar serviços em áreas urbanas, ampliando seu poder econômico e social. Para ele, a pouquidade de uma política firme contra esse progresso comprometeu os resultados da gestão no ministério.
Críticas à política de desencarceramento
Ao reunir a visão atribuída a Lewandowski, Pimentel afirma que o ex-ministro defendia uma “política de desencarceramento”, baseada na teoria de que os presídios funcionariam uma vez que “masmorras medievais”, incapazes de promover a ressocialização dos detentos.
Na avaliação do ex-capitão, essa abordagem ignora a relação direta entre aumento da segurança pública e o endurecimento das ações contra organizações criminosas, inclusive por meio do encarceramento. Segundo ele, esse entendimento é “o oposto de tudo que Lewandowski defende”.
Para Pimentel, a passagem do ex-ministro pela pasta da Justiça o coloca uma vez que “R“o pior ministro” que o país já teve na espaço, “na história do Brasil”.
Integração policial e papel da União
Ao comentar a integração entre as polícias estaduais, Pimentel avalia que essa cooperação já acontece de forma informal em diferentes regiões do país. No entanto, ele aponta que o governo federalista poderia ter contribuído mais ao fabricar sistemas unificados de dados e melhorar os canais de notícia entre as forças de segurança.
Segundo o ex-capitão, esse suporte deveria ocorrer sem a convergência do comando operacional, respeitando as particularidades regionais.
“Em um Estado, a prioridade é combater as barricadas, em outro, é o cangaço, por exemplo”, explicou.
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