O Flamengo voltou a grafar seu nome na história do futebol sul-americano. Na noite deste sábado (29/11), o Rubro-Preto derrotou o Palmeiras por 1 x 0 e conquistou pela quarta vez a Despensa Libertadores da América, isolando-se uma vez que o maior vencedor brasiliano do torneio continental. O gol decisivo saiu dos pés — ou melhor, da cabeça — de Danilo, que sacramentou uma campanha marcada por intensidade, regularidade e pressão uniforme sobre seus adversários.
O título, comemorado pela torcida em todo o país, teve um sabor ainda mais privativo para Filipe Luís. O ídolo rubro-negro, que já havia vencido a competição uma vez que jogador, agora repete o feito uma vez que treinador, entrando para um seleto grupo que conquistou a América tanto dentro uma vez que fora de campo.
Um primeiro tempo de tensão e estabilidade
A final começou do jeito que se esperava de um confronto entre as duas equipes mais vitoriosas do Brasil nos últimos anos: intensa, estudada e com estabilidade inteiro. Logo nos primeiros movimentos, o Palmeiras tentou ditar o ritmo, mas a resguardo rubro-negra se posicionou de forma impecável e neutralizou as primeiras investidas.
O Flamengo, comandado por Filipe Luís, respondeu rapidamente. Aos cinco minutos, Arrascaeta cobrou um escanteio fechado que assustou o goleiro alviverde, demonstrando que a esfera paragem seria uma arma perigosa. Com mais posse de esfera, o time carioca começou a tomar o controle da partida, criando chances importantes, principalmente com Bruno Henrique e Samu Lino.
Bruno Henrique teve grande oportunidade aos 14 minutos, quando recebeu bom passe de Varela e finalizou com força da ingressão da dimensão — mas a esfera saiu à direita da meta. Pouco depois, Samu Lino recebeu na ponta direita, dominou com estilo e finalizou disposto, novamente para fora. O Flamengo era superior, mas ainda não encontrava a precisão necessária para terebrar o placar.
O Palmeiras, por sua vez, passou a reagir posteriormente os 20 minutos. Khellven cruzou com sublimidade na cabeça de Vitor Roque, que, porém, não conseguiu direcionar a esfera. A partida, cada vez mais competitiva, viu o clima esquentar: Arrascaeta, Erick Pulgar e Raphael Veiga receberam cartão amarelo por entradas duras, num duelo físico típico de final continental. Os palmeirenses reclamaram muito da falta cometida por Pulgar, pedindo expulsão, mas o VAR optou por não invocar o perito prateado Darío Herrera para revisão.
No último lance da primeira lanço, Piquerez ainda tentou surpreender com pontapé possante posteriormente rebote da resguardo rubro-negra, mas a finalização saiu sem direção.
Flamengo cresce, domina e chega ao gol no segundo tempo
O time carioca voltou dos vestiários com a mesma postura ofensiva. Aos poucos, empurrou o Palmeiras para o campo de resguardo. Logo no primeiro minuto, a resguardo alviverde precisou trinchar um intercepção perigoso. Mas o Palmeiras, treinado por Abel Ferreira, respondeu com força: aos quatro minutos, armou boa jogada ofensiva que, por pouco, não terminou em finalização limpa.
O susto maior para os palmeirenses veio logo depois. Murilo errou na saída de esfera e entregou a posse para Bruno Henrique, que rapidamente acionou Arrascaeta. O uruguaio tentou finalizar cruzado, mas Gustavo Gómez salvou a equipe paulista com um carrinho providencial.
Aos 21 minutos, porém, a pressão rubro-negra finalmente deu resultado. Arrascaeta, sempre protagonista em grandes decisões, cobrou escanteio com precisão cirúrgica. Danilo subiu mais cima que toda a resguardo palmeirense e testou firme para o fundo das redes. O gol explosivo incendiou a torcida e colocou o Flamengo na frente da final.
Abel muda o time, Palmeiras pressiona, mas Fla segura
Precisando do empate, Abel Ferreira mexeu no time, colocando mais atacantes e reorganizando sua equipe de forma mais agressiva. O Palmeiras passou a pressionar de forma intensa e criou oportunidades, principalmente em jogadas dentro da dimensão. Na melhor delas, Flaco López ajeitou a esfera para Murilo, que finalizou, mas Varela desviou para escanteio.
O Flamengo, com a vantagem, adotou estratégia mais conservadora, compactando sua resguardo e apostando em contra-ataques. Ainda assim, o Palmeiras teve grande oportunidade aos 43 minutos. Depois sobra dentro da pequena dimensão, Vitor Roque finalizou, mas Danilo — o herói da partida — surgiu novamente para salvar, desviando para escanteio.
Sarau rubro-negra e um capítulo histórico
Com o sibilo final, o Flamengo alcançou seu quarto título de Libertadores, deixando para trás Palmeiras, Grêmio, São Paulo e Santos na lista de campeões brasileiros do torneio. A sarau já estava preparada e tomou conta do país.
Para Filipe Luís, Arrascaeta, Bruno Henrique e todo o elenco, o título representa mais do que uma conquista: é a reafirmação de uma era vitoriosa. Para a torcida, é mais uma noite rememorável. E para o futebol brasiliano, mais um capítulo homérico escrito em vermelho e preto.









