Projeto que equipara facções criminosas ao terrorismo é rejeitado pelo governo
O governo Lula manifestou potente oposição ao projeto de lei que procura equiparar facções criminosas a organizações terroristas. A proposta ganhou força posteriormente a megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que resultou em 121 mortes na semana passada.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, declarou que a medida poderia comprometer a soberania vernáculo. Segundo ela, a legislação internacional antiterrorismo permite que países estrangeiros intervenham em territórios onde se reconheça a prática de terrorismo.
“O governo é terminantemente contra. Terrorismo tem motivação política e ideológica. Se equipararmos facções ao terrorismo, damos brecha para que outros países possam intervir em nosso território”, afirmou Gleisi em entrevista.
Projeto está na tarifa da Percentagem de Constituição e Justiça
Na segunda-feira (3), o presidente da Percentagem de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), incluiu o projeto na tarifa da semana. Apesar de ter recebido um requerimento de urgência — o que dispensa estudo por comissões temáticas — Azi optou por manter a tramitação na CCJ devido a dúvidas quanto à constitucionalidade da proposta.
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A material já passou pela Percentagem de Segurança Pública e agora aguarda votação na CCJ.
Governo diferencia terrorismo de facções criminosas
Posteriormente a operação no Rio de Janeiro, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que “uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas”. A posição reforça a risca adotada pelo governo, que separa crimes comuns de atos com motivação ideológica.
Soberania vernáculo é o núcleo do debate
Aliados do governo criticam duramente a proposta. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), chamou o projeto de “inconstitucional” e acusou setores da oposição de entreguismo.
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“Enquanto o governo investe em operações reais, uma vez que a Carbono Oculto, que desmontou redes criminosas com perceptibilidade financeira, a direita insiste em propostas populistas, uma vez que pena de morte e prisão perpétua. Igualar facções a terrorismo é terebrar caminho à mediação estrangeira e à traição da soberania vernáculo”, declarou.
A proposta segue em debate no Congresso em meio a fortes embates ideológicos. De um lado, a oposição pressiona por medidas mais duras contra o transgressão organizado; do outro, o governo alerta para os riscos jurídicos e geopolíticos que a aprovação da medida pode trazer.
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