A deputada federalista Bia Kicis (PL-DF) vai acionar o Recomendação Pátrio de Justiça (CNJ) contra o juiz Rubens Casara, da 43ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. O magistrado, casado com a escritora Marcia Tiburi, autorizou a soltura de um jovem culpado de roubo que possui 86 registros criminais.
Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira, 14, a deputada afirmou que o juiz fere “totalmente a moral da magistratura”. Segundo ela, Rubens decide em desacordo com as “leis do busto permitido do país e com o sistema penal”.
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“Eu faço um apelo ao CNJ”, disse Bia Kicis. “Eu vou simbolizar contra esse juiz e eu quero ver se o CNJ vai tomar alguma decisão.”
No termo de julho, o magistrado decidiu libertar Patrick Rocha Maciel, de 20 anos. A polícia deteve o criminoso depois que ele roubou uma farmácia em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.
Uma vez que justificativa, Rubens argumentou que “não se pode presumir que os acusados retornarão a delinquir”. Para ele, “não há espaço para manobra de futurologia no processo penal”.
Vou simbolizar juiz militante esquerdista que soltou bandido com 86 passagens pela polícia. pic.twitter.com/RZ8Kl99Sgc
— Bia Kicis (@Biakicis) August 15, 2025
Rubens já foi níveo de processo disciplinar no CNJ
Candidata do PT ao governo do Rio de Janeiro em 2018, Marcia Tiburi já declarou, em entrevista, ser “em prol do assalto”. No entanto, o envolvimento político de Rubens e Marcia vai além de posicionamentos sobre temas porquê segurança pública.
Entre as iniciativas, está a geração de uma peça teatral que faz sátira ao ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada Um Fascista no Divã. Segundo os autores, a obra aborda o que chamam de “processo do golpe” de 2016, em referência ao impeachment de Dilma Rousseff. Eles também afirmam que o texto trata do que consideram o “progressão do fascismo” no Brasil, sem se restringir à figura de Bolsonaro.
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Em 2016, o magistrado participou de ato em resguardo da permanência de Dilma na Presidência e acabou respondendo a um processo disciplinar no CNJ. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro arquivou o caso. Depois, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federalista, anulou o processo.
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