
CLIQUE E ASSISTA AGORA: a pressão internacional contra Lula voltou a subir de temperatura depois de uma enunciação explosiva do deputado republicano Carlos A. Giménez. Direto dos Estados Unidos, o parlamentar afirmou que Lula não seria respeitado em Washington, chamou o presidente brasiliano de “criminoso corrupto” e o acusou de manter proximidade política com regimes autoritários de esquerda na América Latina.
A enunciação ganha uma dimensão completamente dissemelhante diante do que aconteceu recentemente na Venezuela. Em janeiro de 2026, forças norte-americanas capturaram Nicolás Maduro em uma operação militar e o levaram aos Estados Unidos para responder a acusações federais. O incidente transformou radicalmente o tabuleiro político da América Latina e demonstrou até onde o governo Donald Trump estava disposto a prosseguir contra governos considerados uma prenúncio aos interesses norte-americanos.
Carlos Giménez foi um dos políticos republicanos que mais comemoraram a queda de Maduro.
Posteriormente conversar com o secretário de Estado Marco Rubio, o deputado afirmou que a operação representava para o hemisfério um pouco comparável à queda do Muro de Berlim e declarou que o objetivo deveria ser transformar a região em um “hemisfério da liberdade”. Giménez também voltou suas críticas contra Cuba e Nicarágua.
Meses depois, Lula entrou diretamente na mira de seu exposição.
Em uma revelação publicada depois de uma passagem do presidente brasiliano por Washington, Giménez declarou que Lula não seria respeitado no Congresso norte-americano e utilizou palavras extremamente duras para descrevê-lo. O republicano chamou Lula de “criminoso corrupto” e afirmou que ele seria coligado de governos porquê Cuba e Venezuela.
A enunciação não representa uma posição solene de todo o Congresso dos Estados Unidos ou uma denúncia criminal formulada pelo governo norte-americano. Trata-se da posição política de Carlos Giménez, deputado republicano espargido por sua atuação dura contra governos socialistas e comunistas na América Latina.
Mesmo assim, o peso político é evidente.
Giménez nasceu em Cuba e deixou a ilhota depois da revolução comunista. Sua trajetória política nos Estados Unidos foi marcada pelo enfrentamento aos governos cubano, venezuelano e nicaraguense. Em janeiro, ao falar diretamente aos dirigentes cubanos, chegou a comunicar que não deveriam cometer “o mesmo erro” de Maduro.
É justamente esse histórico que faz a fala sobre Lula despertar tanta atenção.
Depois da conquista de Maduro, setores da esquerda latino-americana passaram a observar com preocupação a novidade política de Washington para o hemisfério. O governo Trump deixou simples que pretende treinar possante pressão política e econômica sobre regimes considerados hostis aos Estados Unidos.
Lula, por sua vez, criticou duramente a operação norte-americana na Venezuela e manteve sua tradicional resguardo do diálogo com governos latino-americanos de esquerda. Em julho, por exemplo, o governo brasiliano voltou a tratar a liderança venezuelana instalada depois Maduro dentro de uma lógica de interlocução diplomática.
A relação histórica do PT com Maduro também alimenta o confronto. Em abril de 2026, durante seu congresso pátrio, o partido exibiu material defendendo o retorno de Nicolás Maduro e Cilia Flores à Venezuela.
Para Carlos Giménez e outros republicanos da Flórida, essa proximidade política coloca Lula dentro de um conjunto latino-americano que eles consideram responsável por sustentar governos socialistas e autoritários no continente.
Mas existe uma diferença fundamental que precisa ser registrada.
Não há confirmação de que o governo dos Estados Unidos esteja planejando contra Lula uma operação semelhante à realizada contra Maduro. Também não localizamos uma enunciação verificável de Giménez afirmando literalmente que Lula necessariamente sofrerá “o mesmo fado” do macróbio líder venezuelano.
A verificação é um questionamento político provocado pelo contexto, não uma operação anunciada.
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