O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou um evento da Petrobras, nesta sexta-feira (4), porquê espaço para comentar a recente tensão com o Congresso Pátrio, proteger a proposta de justiça tributária e sinalizar sua intenção de concorrer novamente à Presidência em 2026.
Sem referir diretamente os embates envolvendo o IOF, Lula afirmou que “o governo não acabou”, numa resposta indireta à deterioração do envolvente político e às dificuldades na fala com o Legislativo. “Só tenho um ano e meio de procuração. Tem gente pensando que o governo acabou. Mas eles não sabem o que eu estou pensando”, declarou. Em seguida, sugeriu que pode tentar um novo procuração: “Se ocorrer tudo que estou pensando, levante país vai ter pela primeira vez um presidente eleito quatro vezes”.
Ao comentar a relação com o Congresso, o presidente amenizou os recentes atritos, alegando que o Legislativo aprovou “99%” das propostas enviadas até agora. “Quando tem uma divergência, é bom, porque a gente vai, senta e negocia”, disse Lula, buscando provar disposição para o diálogo.
O encarregado do Executivo aproveitou o exposição para obstinar no mote da “justiça tributária”, destacando as dificuldades políticas para legalizar mudanças na estrutura de impostos. Ele mencionou a tentativa frustrada de ampliar a tira de isenção do Imposto de Renda para até cinco salários mínimos, reduzida para R$ 5 milénio. “O que é duro é que as pessoas não querem ceder, quem tem privilégio não quer penetrar mão dos privilégios”, afirmou.
A enunciação ocorre no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), suspendeu tanto o decreto do governo que aumentava o IOF quanto o projeto do Congresso que revogava a medida. O magistrado marcou audiência de conciliação entre os Poderes para o dia 15 de julho e só posteriormente esse encontro decidirá sobre a manutenção da decisão liminar.
Durante o evento, realizado na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Lula também fez elogios aos indicadores econômicos de seu governo. Citou a queda do desemprego e o aumento da renda, mas criticou as taxas de juros elevadas, atribuindo-as à gestão de Roberto Campos Neto primeiro do Banco Médio. “Herdamos uma pessoa que tinha uma febre muito subida (para aumentar juros), e para medicar essa febre lentidão”, ironizou.
O ministro de Minas e Vigor, Alexandre Silveira, reforçou o exposição do presidente e defendeu que o Congresso ajude a legalizar as propostas de “justiça tarifária e tributária”. Ele disse que Lula unicamente procura “ver aqueles que ganham menos pagando menos e os mais privilegiados contribuindo mais”.
O encontro marcou o pregão de um pacote de investimentos de R$ 33 bilhões da Petrobras e da Braskem em unidades de refino até 2029, com previsão de geração de 38 milénio empregos. Além de Silveira, participaram os ministros Esther Dweck (Gestão e Inovação) e Silvio Costa Rebento (Portos e Aeroportos).
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