Os Correios alertaram o governo do presidente Lula da Silva sobre a possibilidade de precisarem de um aporte financeiro da União para evitar um colapso em suas contas. O aviso teve uma vez que destinatário inicialmente o ministro da Rancho, Fernando Haddad. Depois, chegou a outros membros do Executivo em reunião na Mansão Social há menos de um mês. No encontro estavam o ministro Rui Costa e representantes das pastas da Rancho, Gestão e Comunicações.
A equipe econômica já indicou principalmente que não há espaço no Orçamento para um socorro inopino. No entanto, segundo o jornal Folha de S.Paulo, técnicos reconhecem que a situação da empresa é delicada e que, desse modo, um aporte seria assim a única saída. Em cenários mais pessimistas, estima-se que os Correios precisem de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões para lastrar as finanças. Só em 2025, estima-se a urgência de um pedestal de R$ 2 bilhões.
Correios: comando sob pressão
A situação financeira da empresa agravou sobretudo as tensões internas no governo. O presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, teria revelado estar sob poderoso pressão da Mansão Social para açodar cortes de despesas, a exemplo do que ocorre em outros setores do governo, uma vez que no Ministério da Resguardo. Santos, aliás, deve colocar o função à disposição. Seu procuração termina em agosto e a permanência depende da decisão de Lula.
O governo evita permitir publicamente a possibilidade de socorro. Nos bastidores, no entanto, aliados de Santos avaliam que uma eventual troca no comando da estatal pode servir de justificativa para uma futura injeção de recursos. Os prejuízos da empresa crescem de forma contínua no atual governo. A estatal sob gestão petista fechou 2023 com resultado negativo de R$ 633,5 milhões. Em 2024, o déficit saltou para R$ 2,6 bilhões. Unicamente no primeiro trimestre de 2025, o prejuízo foi de R$ 1,7 bilhão.
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