A revista britânica The Economist publicou neste domingo (29) um texto com longas críticas contra a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), listando a perda de prestígio do petista tanto no cenário internacional quanto no projecto doméstico. Sob o título “A real nowhere man” — frase que pode ser traduzida uma vez que “um verdadeiro varão de lugar nenhum” —, a publicação afirma que Lula conduz uma política externa incoerente e com pouca influência, enquanto lida com índices de aprovação em queda no Brasil, governando o país sem pedestal popular.
O texto aponta que o governo Lula se distancia das democracias ocidentais ao adotar posições alinhadas a regimes autoritários, uma vez que Irã, China e Rússia, sobretudo no contexto do BRICS, conjunto que o Brasil preside neste ano. A revista sustenta que o Itamaraty tem tentado moderar danos à imagem do país, evitando temas espinhosos na cúpula do grupo, prevista para julho, no Rio de Janeiro.
Ainda segundo a material, o presidente brasiliano ignora os Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump, não mantendo diálogo com o líder americano, enquanto intensifica relações com a China. O cláusula também critica o fracasso da tentativa de mediação de Lula na guerra da Ucrânia e a privação de pragmatismo em questões regionais, uma vez que a crise na Venezuela e o colapso do Haiti.
Internamente, The Economist afirma que Lula perdeu pedestal sustento e atua em um país que mudou desde seus mandatos anteriores. A aprovação pessoal do presidente estaria aquém dos 40%, segundo o texto, e sua base social tradicional — formada por sindicalistas, católicos progressistas e beneficiários de programas sociais — já não representa o novo perfil do eleitorado, marcado pelo desenvolvimento avassalador dos evangélicos em todas as regiões do Brasil, além da informalidade no campo econômico e da força da direita e do conservadorismo de ponta a ponta.
A revista lista ainda que, com a repudiação de um decreto presidencial pelo Congresso neste término de junho, Lula sofreu uma rota política inédita em mais de 30 anos, o que compromete sua margem de manobra fiscal às vésperas das eleições gerais de 2026.
Ao final, o editorial sugere que o presidente brasiliano deveria ceder a ilusão de protagonismo internacional e focar nos desafios internos do país, já que o Brasil está atravessando uma série de problemas sob sua gestão primeiro do Palácio do Planalto.
https://www.conexaopolitica.com.br/internacional/the-economist-expoe-lula-em-manchete-diz-que-presidente-petista-e-incoerente-e-governa-sem-apoio-popular/ / Manancial/Créditos -> Conexao Politica








