O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou dispositivos do Projeto de Lei nº 3.965, de 2021, que previa a obrigatoriedade de fiscalização toxicológico também para motoristas que desejassem obter a primeira habilitação nas categorias A e B, destinadas a condutores de veículos de passeio e motocicletas. O veto foi publicado no Quotidiano Solene da União desta sexta-feira, 27.
De conciliação com a mensagem presidencial, o item que determinava o fiscalização toxicológico para novos condutores dessas categorias foi considerado contrário ao interesse público, “pois importaria em aumento de custos para a sociedade e poderia influenciar que mais pessoas optassem por guiar sem a devida habilitação”, afirmou o texto enviado ao Congresso Vernáculo.
O veto foi recomendado por quatro ministérios: Transportes; Desenvolvimento, Indústria, Transacção e Serviços; Saúde; e Justiça e Segurança Pública. Segundo a justificativa solene, a medida criaria despesas adicionais que impactariam negativamente principalmente motoristas de baixa renda, que já enfrentam dificuldades para custear o processo de habilitação.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Outro trecho vetado estabelecia que as clínicas responsáveis pelos exames de inclinação física e mental poderiam casar postos de coleta para o fiscalização toxicológico no mesmo lugar. O governo alegou que essa prática traria riscos à confiabilidade do processo.
“A medida traz graves riscos à cárcere de custódia, elemento crítico para a confiabilidade dos exames toxicológicos”, destacou a mensagem. Aliás, argumentou que essa formato permitiria “a venda casada de serviços, em que o candidato ou condutor seria induzido a realizar ambos os exames no mesmo estabelecimento”.
Também foi vetado dispositivo que detalhava a forma de assinatura eletrônica avançada nos contratos de compra e venda de veículos por meio do dedo. Para o Executivo, a fragmentação da infraestrutura de provedores de assinatura eletrônica poderia resultar em instabilidade jurídica, já que haveria disparidade na emprego do sistema em diferentes entes federativos.
Leia mais:
Obrigatoriedade do fiscalização toxicológico é rejeitada pelo governo
A proposta original do projeto previa alterações no Código de Trânsito Brasiliano para estabelecer novas regras de transferência de propriedade de veículos de forma eletrônica, permitir o uso de multas para custear a habilitação de motoristas de baixa renda e ampliar a exigência do fiscalização toxicológico.
Apesar dos vetos, alguns pontos foram mantidos e sancionados, uma vez que a autorização para que recursos arrecadados com multas de trânsito sejam utilizados no custeio de habilitação de condutores incluídos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federalista (CadÚnico).
Silva/Futura Press/Estadão Teor
O item que fixava vigência imediata da novidade lei também foi vetado. O governo argumentou que o prazo de adaptação deveria seguir o período de 45 dias previsto na Lei de Introdução às Normas do Recta Brasiliano.
“A vigência imediata estabelecida no dispositivo não considera a dificuldade que as mudanças propostas poderiam provocar na emprego do Código de Trânsito Brasiliano – CTB, e as respectivas dificuldades para a sua efetivação”, afirmou o despacho presidencial. O Congresso Vernáculo ainda poderá deliberar se mantém ou derruba os vetos presidenciais.
Leia também: “A volta dos Irmãos Petralha”, reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 239 da Revista Oeste
https://revistaoeste.com/politica/lula-veta-exigencia-de-exame-toxicologico-para-obtencao-de-cnh-a-e-b//Manadeira/Créditos -> REVISTA OESTE








