O militar da Força Aérea Brasileira (FAB) Vinícius dos Santos disse que desistiu de fazer a mesma trilha na Indonésia onde Juliana Marins se acidentou. A brasileira morreu depois de permanecer quatro dias presa à margem do Vulcão Rinjani.
Em entrevista ao UOL News, o militar da FAB relatou privação de infraestrutura adequada para emergências durante passeios turísticos na região.
“O que se nota, inclusive em diversos passeios na Indonésia, é justamente a falta de uma infraestrutura de emergência”, disse Santos. “As estradas são muito precárias, muito movimentadas, muito cheias. Há um trânsito intenso.”
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O militar ainda disse que é muito difícil a chegada de socorro quando há alguma situação de emergência no monte. “Normalmente, você fecha os passeios com agências locais”, explicou. “São guias que buscam no hotel e levam até o lugar que o turista optou por fazer uma visitação. É muito precário, sem níveis básicos de segurança, porquê, por exemplo, penacho, lanternas e equipamentos de primeiros socorros. Falta tudo isso.”
Falhas graves no parque na Indonésia
Ao determinar o caso de Juliana, Santos destacou o que considerou falhas graves no parque onde ocorreu o acidente. “As causas efetivas do acidente, que causou a morte dela, dificilmente serão muito muito elucidadas, a menos que se faça uma perícia precisa no sítio.”
Santos disse confiar que “não há interesse do governo da Indonésia em investigar esse tipo de acidente”. Segundo o militar, já aconteceram outras tragédias no sítio, “inclusive com mortes”.
“Acredito que Juliana estava, sim, habituada a fazer esse tipo de passeio”, disse o militar. “O que ficou evidente foi uma negligência muito grande na extensão de segurança. Se nota que não há muito investimento na Indonésia, principalmente nas ilhas que são visitadas.”
Segundo relatório divulgado pelo governo indonésio, murado de 180 turistas se envolveram em acidentes nos últimos anos — oito morreram. Dados do Escritório do Parque Vernáculo indicam incremento no número de ocorrências.
empresa de turismo da Indonésia | Foto: reprodução/redes sociais
Em 2020, por exemplo, foram 21 acidentes; em 2021, 33; em 2022, 31; em 2023, 35. Por término, em 2024, o totalidade chegou a 60 — quase o duplo do registrado no ano anterior. Entre as vítimas, murado de 44 eram turistas estrangeiros. Outros 136 eram visitantes locais.
Equipes de resgate, compostas por sete socorristas, conseguiram se aproximar do sítio onde estava o corpo de Juliana, mas montaram um acampamento temporário por motivo do anoitecer e das condições climáticas adversas.
Os últimos momentos de Juliana
Um vídeo publicado nas redes sociais mostra Juliana ao lado da turista italiana Federica Matricardi no topo do monte. Elas aparecem visivelmente frustradas com a vista encoberta pela neblina depois de completarem a primeira lanço da trilha.
As imagens registram um dos últimos momentos de Juliana antes do desaparecimento. Ela e Federica comentam a logro por não conseguirem ver a paisagem por motivo do tempo fechado.
https://revistaoeste.com/mundo/militar-da-fab-abandonou-trilha-na-indonesia-depois-de-identificar-falta-de-seguranca//Manancial/Créditos -> REVISTA OESTE









