O terceiro procuração de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado sob o cobiçoso lema de “reconstrução vernáculo”, rapidamente mergulhou em uma lesma de desgaste, crise institucional e desilusão popular. A figura que um dia mobilizou multidões hoje parece deslocada, encobrindo um governo desarticulado, moralmente fragilizado e politicamente incoerente. A sátira já não secção somente da oposição: até setores historicamente simpáticos ao petismo reconhecem o colapso de liderança, de ideias e de prioridades que assola o país.
A retórica da justiça social sucumbiu ao pragmatismo de gabinete. Enquanto os lucros bancários seguem em patamares recordes, o trabalhador enfrenta juros altos, inflação corrosiva e um sistema tributário que penaliza o consumo popular. A tão prometida reforma tributária ameaço, na prática, aprofundar desigualdades, sob a sombra de uma burocracia cada vez mais hostil ao pequeno empreendedor.
O paradoxo é cruel: os grandes celebram, o povo aperta o cinto. Lula, antes símbolo da luta popular, hoje atua porquê fiador das elites que sempre disse combater. Uma inversão simbólica que define o esgotamento moral do projeto petista.
Na política externa, o “Brasil voltou” — mas porquê motivo de perplexidade. Lula relativizou a escravidão, colocou agressores e vítimas no mesmo patamar na guerra da Ucrânia, desdenhou democracias ocidentais e elogiou regimes autoritários. A política externa “ativa e altiva” transformou-se numa diplomacia reativa e errática, conduzida mais pela verborragia do presidente do que por uma estratégia geopolítica clara.
Internamente, a coalizão de esquerda que sustentou o retorno do PT ao poder ruiu. Os movimentos sociais foram tragados pela máquina estatal — domesticados por cargos ou ignorados por um governo que centraliza decisões no Planalto. A militância do dedo, que outrora vibrava com cada pronunciamento, hoje ironiza o governo que ajudou a seleccionar.
A taxação de importados populares, o desarrimo das pautas ambientais e o distanciamento de agendas progressistas escancaram a desconexão entre oração e prática. Promessas de campanha se desmancham diante de uma veras dura e incoerente.
No campo econômico, os números oficiais já não convencem. O PIB rasteja, o desemprego ignora o tropa informal e subempregado, e a inflação nos víveres essenciais — porquê o arroz — transforma a mesa do brasílico em um campo de guerra. A resposta do governo? Taxar a classe média consumidora de plataformas internacionais, porquê se isso fosse capaz de reequilibrar um sistema viciado.
Enquanto isso, bilhões são direcionados a crédito subsidiado, emendas parlamentares e acordos setoriais. O objetivo é evidente: manter a base fisiológica no Congresso, mesmo ao dispêndio da crédito do setor produtivo e da sustentabilidade fiscal. A lógica de governabilidade se sobrepõe a qualquer projeto estruturante.
A transparência, bandeira outrora empunhada com orgulho, foi soterrada por sigilos injustificados, escândalos abafados e velhas práticas recicladas em novidade embalagem. O caso do INSS e dos empréstimos consignados, envolvendo sindicatos, parlamentares e órgãos públicos, é emblemático: revela a persistência do velho Brasil — clientelista, opaco e instrumentalizado.
No término, o que se vê é um governo que prometeu resgatar o país, mas parece incapaz de governar para além da sobrevivência política. O pobre voltou a ser taxado, o Congresso voltou a mandar, e o oração de “governar para o povo” se diluiu em conveniências parlamentares.
O terceiro procuração de Lula caminha para entrar na história porquê um governo sem projeto, sem rumo e sem inspiração. Um governo que perdeu conexão com o presente, traiu seu pretérito e não oferece perspectiva de horizonte. A reconstrução prometida deu lugar à estagnação. O estadista se tornou refém do sistema que jurava enfrentar.
Por Carlos Arouck | Cláusula de Opinião
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